Relato de preparação para o Exame ANPEC

Convidei o Guilherme Branco para nos contar sua experiência de preparação para a ANPEC. Guilherme fez graduação na FEA-USP e foi convidado por todos os centros mais concorridos de pós-graduação vinculados à ANPEC. Hoje ele cursa o mestrado da EPGE-FGV. Esperamos que suas dicas ajudem, de alguma forma, os próximos candidatos. A partir de agora, é com o Guilherme:

Antes de começar, gostaria de fazer uma advertência. Cada candidato se prepara de uma forma diferente, de acordo com suas preferências e restrições de tempo, local de estudo, dinheiro e meio social. Não digo que minha preparação foi melhor que dos demais candidatos, mesmo porque desconheço qual foi a da grande maioria deles. Mas é apenas um exemplo de uma preparação que deu certo para mim. Vamos ao que interessa.

Passo 1: Planejamento

Em fevereiro comecei a estudar e me planejar. Já imaginava, pelos anos anteriores, que a deadline estava cravada no final de setembro, porém não tinha certeza do dia uma vez que manual do candidato sairia somente em abril.

Não tinha experiência alguma sobre como me preparar para o exame da ANPEC, então fui aprendendo no decorrer do ano. Alterei algumas vezes a maneira que estudava, e dessa forma o planejamento que fiz foi também alterado. É importante destacar que conversei com muitas pessoas sobre o exame. Inclusive com professores da USP que já tinham passado por essa situação. De longe, quem mais me ajudou nesse ano foi a professora Maria Dolores com quem tive a oportunidade de trabalhar. Conversamos durante horas sobre o exame e sobre minhas preocupações acadêmicas.

Além disso, falei com muitos colegas que estavam se preparando para o exame, o que foi importantíssimo, principalmente pela troca de informações e material. Conversamos sobre como cada um se preparava e sobre assuntos específicos do conteúdo do exame. Contudo nunca participei de nenhum grupo para resolução de exercícios em conjunto, preferia tentar fazer sozinho os exercícios que apareciam e, os que não conseguia resolver na hora ficava pensando durante alguns dias nele até encontrar uma forma de fazer. Por fim, se não descobrisse conversava sobre ele com alguém.

1º Plano: Fevereiro – Maio

Inicialmente, eu acreditava que era importante estudar o conteúdo por blocos. Queria esgotar o conteúdo completo de Macroeconomia e Matemática até julho. Durante julho e agosto estudaria Microeconomia e Estatística e no mês de setembro pretendia revisar todo o conteúdo. Essa estratégia não funcionou.

O principal problema dela era a quantidade de conteúdo. Comecei a perceber que não daria tempo para estudar tudo no nível de profundidade que eu estava querendo. Além disso, eu ficava semanas pensando em determinada prova, Macroeconomia, e quando ia fazer as demais, a nota vinha abaixo das minhas expectativas. Esse plano durou até maio, mas já no início de julho tinha estudado todo o conteúdo de Macro e o conteúdo de Álgebra Linear da prova de matemática.

2º Plano: Maio – Julho

Como o primeiro não deu certo, fui aos poucos alterando a maneira de estudar. Continuei com a ideia dos blocos, mas dividi em bloquinhos menores. Então eu estudava determinado assunto, por exemplo Teoria do Consumidor, fazia um resumo e passava para outro bloquinho de outra matéria, Integrais, fazia um resumo e assim seguindo. Sempre fazia todos os exercícios que encontrava sobre determinado assunto antes de fazer o resumo. Este segundo método durou até o fim de julho.

3º Plano: Agosto – Setembro

No início do ano estipulei uma meta que teria que terminar o conteúdo até julho ficando assim livre em agosto e setembro para me focar na revisão final e nos últimos simulados. Não deu certo. Como o conteúdo era muito abrangente não foi possível estudar ele todo da maneira que eu queria até julho. O negócio então era estudar o conteúdo que me proporcionasse a maior nota esperada, condicional ao tempo de estudo que me restava.

Foi então que decidi pôr em prática o que já estava pensando durante todo o ano. A partir de agosto, fazer simulados todas as semanas para avaliar quais eram os conteúdos em que eu estava mais deficiente, possibilitando também a vantagem de revisar todo o conteúdo que já tinha visto. Assim, eu teria o prazo de uma semana para estudar aquelas questões que tinha errado no simulado, para que no próximo eu tivesse uma chance melhor nas questões parecidas.

Esse plano foi super efetivo. Fiz quatro simulados em agosto e três simulados em setembro. Nas quartas-feiras fazia as provas de Macroeconomia, Estatística e nas quintas-feiras fazia as provas de Matemática e Microeconomia. Sempre tomando o cuidado para fazer as provas dentro dos horários que estavam estipulados no Manual do Candidato. Suspeitava que a prova seria realizada na USP nesse ano, pois no ano anterior tinha ocorrido na FGV-EESP e algumas pessoas me contaram que existe um revezamento dos locais onde é realizado a prova em São Paulo. Não sei até que ponto isso pode continuar, então acho melhor não contar com isso. De qualquer forma eu fazia os simulados nos dias da semana, horário e local onde ocorreriam as provas. Acho que isso me ajudou marginalmente, principalmente com relação ao estado de espírito e a confiança que seriam necessários no dia definitivo.

Passo 2: Horas de estudo

Sabia que ia gastar um bom tempo me preparando para esse exame. No dia 20 de março, decidi começar a anotar as horas que estudava por dia. Conforme as semanas foram passando, decidi anotar quanto estudava para cada prova, e por fim decidi colocar tudo em uma planilha e começar a anotar por lá. Pelo que computei de horas efetivas estudadas, contando com os simulados, foram mais de 600 horas de preparação. Além disso fiz um cursinho preparatório também, que no total deu 270 horas de aula, mas essas horas não foram computadas no cálculo. Pela tabela abaixo dá para ver o quanto me dediquei (quantitativamente) para cada prova.

tabela

Abaixo segue um gráfico com a média de horas que estudei por dia, durante todo o ano de preparação.

g1

Durante o ano houve alguma variação na dedicação para os estudos. Houve semanas que estudei mais de 40 horas, e outras que estudei menos de 10 horas. Construí um gráfico com as médias móveis de 7 e 14 observações para dar uma ideia melhor de como foi essa variação.

g2

Passo 3: Simulados

Um conselho é começar a fazer os simulados o quanto antes. Comecei a fazer simulados em abril e pretendia fazer 1 por mês até julho e 1 por semana em agosto e setembro como comentei acima. Foi bom fazer muitos simulados, pois comecei a conhecer a prova entendendo quais eram suas peculiaridades desde cedo.

A primeira coisa a aprender quanto à prova é o funcionamento da pontuação. Conforme especificado no Manual do Candidato esta é uma prova que pune o chute. Um indivíduo que é ligeiramente avesso ao risco terá que ponderar bem se vale a pena chutar ou não. A afirmação: “A pontuação esperada de um item chutado é zero, então não vale a pena deixar o item em branco.” é uma pegadinha e, eu demorei um tempo para aprender isso. Você já começa a prova com zero. Só com a prática de muitas provas fui entendendo quando valia a pena deixar uma questão em branco e quando não.

Minha meta para os simulados era pontuar 3/5 por questão, pois eu tinha conversado com alguns candidatos dos anos anteriores que me disseram que isso seria o suficiente para entrar em um bom centro de pós-graduação. Abaixo segue um gráfico com minhas notas médias dos simulados e também da média do exame definitivo. Quanto aos simulados, fiz todas as provas de 2006 até 2015, com exceção da prova de Economia Brasileira que fiz somente de 2010.

g3

Abaixo segue a tabela completa com as notas dos simulados que fiz. Os simulados me ajudaram tanto, que se prestar atenção tive uma melhora significativa na média das provas durante o ano.

tabela2

Por conta do grande desvio padrão dos meus simulados de matemática precisei me dedicar mais para essa prova. Isso refletiu nas horas de estudo que apresentei na outra tabela. Uma curiosidade interessante é que eu fiz somente um simulado da prova de Economia Brasileira, fiz a prova de 2010 em abril de 2015. Minha nota nesse simulado foi 4,6, exatamente minha nota no exame oficial de 2016. Coincidência, acho que não. [risos]

Passo 4: A prova

Outra coisa que aprendi é que a prova não pode ser subestimada. Subestimar a prova é deixar de se preocupar com ela. Eu sempre estava preocupado com ela, achava que ia ser difícil e que não daria tempo para fazer todas as questões. Isso ficou muito claro para mim quando fiz o primeiro simulado. E mesmo nos outros simulados, foram raras as vezes que consegui fazer todas as questões. Além disso, subestimar a prova não significa que você está se comparando somente com à prova diretamente, mas sim com todas as outras pessoas que irão realizar a prova. E nesse caso subestimar a prova significa se superestimar em relação a todos os outros candidatos. Conheci muitos candidatos bons, inclusive conhecia o histórico de alguns deles por ter estudado junto durante a graduação. E sabia que muitos deles eram alunos exemplos. Além disso pensava em todos os bons candidatos que eu não conhecia, por isso sabia que não podia subestimar o exame.

Durante a prova não tem segredo, você vai marcar a afirmativa que for verdadeira com V, a que for falsa com F e a que você não souber não vai marcar. Na semana anterior aos exames da Anpec eu tive uma prova de econometria. Durante a prova, para nos dar motivação, o professor falou para a sala. “Vocês acham que isso aqui é difícil? Difícil é Chicago! Vocês tem que ter sangue frio, ler a questão e marcar o que é certo”. Essas palavras me deram muita motivação para a ANPEC, apesar de ter tirado 4,7 na prova dele…

Por fim, um último conselho com relação à prova. Uma pessoa muito sábia e, que me ajudou bastante durante meu ano de preparação me disse que a Anpec é como um jogo de tênis. Se você perdeu um ponto, tem que esquecer ele e continuar jogando. Não pode se afobar para tentar recuperar, porque se não, você vai perder a partida. Se você acha que foi muito mal em uma das provas, esqueça ela e faça as outras, sem a memória do que aconteceu. Eu deixei algumas questões em branco nas provas do primeiro dia, mas mantive a cabeça tranquila para não tentar recuperar eles depois. Cada prova devia ser tratada como única, e foi isso que eu fiz. O ponto que você ganha é sempre marginal, você já começa com zero, por isso trabalhe bem cada questão.

Tirando isso, só posso desejar boa prova para os candidatos e futuros candidatos.

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Já pensou em fazer uma Regressão na mão?

Econometrics ChallengeJá pensou em gerar todos os principais resultados de uma regressão sem usar o comando regress? Apliquei este desafio na última semana a meus pupilos na monitoria de Econometria I (graduação FEA-USP). Monitor malvado, hein? Nem tanto.. Já vínhamos trabalhando bastante nas aulas e os códigos já não eram novidade.

Não queria chamar a atividade de “prova” pois os alunos já tem muitas. Também não queria chamar de “atividade avaliativa” pois soaria pedagógico demais. Ficou como Econometrics Challenge — Mission 1: Regression by hand. Eles teriam 69 minutos para gerar cada saída do comando regress (beta chapéu, erro-padrão, t, p-valor, ANOVA, R², F…), tudo usando comandos de matriz e somatório.

Aqui estão o enunciado e a base de dados. Se você nunca fez, sinta-se desafiado!

Reproduzo abaixo uma possível solução (aqui o do-file e o log-file), usando um modelo mais geral. O código foi construído em Stata, mas imagino que a lógica é muito semelhante no R e Matlab.

Tentei fazer o código de modo que apenas os comandos iniciais (passos 1 e 2) são específicos do modelo usado, os passos seguintes são comuns a toda regressão.

use C:\FEA\adrit\EconometricsChallenge\Mission1.dta

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*** PASSO 1: Declarando o número de variáveis ****************
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matrix n_variaveis=(6)

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*** PASSO 2: Definindo Y, X e Ybarra *************************
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* Definindo o vetor Y
mkmat log_salario, matrix(y)

* Definindo a matriz X
gen um = 1
mkmat anosdeestudo exper idade sexo branco casado um, matrix(x)

* Gerando Ybarra (será útil para calcular R2 logo mais)
egen Ybarra= mean(log_salario)

**************************************************************
*** PASSO 3: Encontrando o número de observações *************
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egen n_obs= total(um)
mkmat n_obs, matrix(n_obs)

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*** PASSO 4: Calculando os betas chapéus *********************
**************************************************************

* Definindo a matriz X'X
matrix xlinhax=x'*x

* Definindo a inversa da matriz X'X
matrix inversaxlinhax=syminv(xlinhax)

* Definindo a matriz X'Y
matrix xlinhay=x'*y

* Definindo o vetor bchapeu
matrix bchapeu=inversaxlinhax*xlinhay

* Listando bchapeu
mat list bchapeu

**************************************************************
*** PASSO 5: Calculando os erros-padrão **********************
**************************************************************

* Definindo o vetor de resíduos
matrix res=y-x*bchapeu

* Definindo o estimador de sigma quadrado
matrix sigma2chapeu=(res'*res)/(n_obs[1,1]-n_variaveis[1,1]-1)

* Listando sigma chapeu quadrado
matrix list sigma2chapeu

* Definindo a matriz de variância-covariância estimada
matrix var_cov=(inversaxlinhax)*sigma2chapeu

* Listando a matriz de variância-covariância estimada 
matrix list var_cov

* Definindo o vetor que contém as variâncias estimadas 
matrix var_betachapeu=vecdiag(var_cov)

* Listando o vetor que contém as variâncias estimadas 
mat list var_betachapeu

* Definindo o vetor que contém os erros-padrão

scalar s=n_variaveis[1,1]+1
local s=n_variaveis[1,1]+1
matrix ep_betachapeu = J(1,s,0)

forvalues i = 1/1 {
forvalues j = 1/`s' {
matrix ep_betachapeu[`i',`j']= sqrt(var_betachapeu[`i',`j'])
}
}

* Listando o vetor que contém os erros-padrão
mat list ep_betachapeu

**************************************************************
*** PASSO 6: Calculando as estatísticas t ********************
**************************************************************

* Listando bchapeu
mat list bchapeu

* Listando o vetor que contém os erros-padrão dos betas chapeus
mat list ep_betachapeu

* Veja, portanto, que bchapeu é vetor coluna e ep_betachapeu é vetor linha

* Definindo o vetor que contém as estatísticas t
matrix t_est = J(1,s,0)

forvalues i = 1/1 {
forvalues j = 1/`s' {
matrix t_est[`i',`j']= bchapeu[`j',`i'] / ep_betachapeu[`i',`j']
}
}

mat list t_est

**************************************************************
*** PASSO 7: Calculando os p-valores *************************
**************************************************************

* Definindo o vetor que contém as estatísticas t absolutas
matrix t_est_a = J(1,s,0)

forvalues i = 1/1 {
forvalues j = 1/`s' {
matrix t_est_a[`i',`j']= abs(t_est[`i',`j'])
}
}

mat list t_est_a

matrix p_value = J(1,s,0)

forvalues i = 1/1 {
forvalues j = 1/`s' {
matrix p_value[`i',`j']= 2*ttail(n_obs[1,1]-n_variaveis[1,1]-1, t_est_a[`i',`j'])
}
}

mat list p_value

**************************************************************
*** PASSO 8: Calculando a parte inferior do IC ***************
**************************************************************

matrix ic_inf = J(1,s,0)

forvalues i = 1/1 {
forvalues j = 1/`s' {
matrix ic_inf[`i',`j']= bchapeu[`j',`i'] - invttail(n_obs[1,1]-n_variaveis[1,1]-1,0.025)*ep_betachapeu[`i',`j']
}
}

mat list ic_inf

**************************************************************
*** PASSO 9: Calculando a parte superior do IC ***************
**************************************************************

matrix ic_sup = J(1,s,0)

forvalues i = 1/1 {
forvalues j = 1/`s' {
matrix ic_sup[`i',`j']= bchapeu[`j',`i'] + invttail(n_obs[1,1]-n_variaveis[1,1]-1,0.025)*ep_betachapeu[`i',`j']
}
}

mat list ic_sup

**************************************************************
*** PASSO 10: SQR ********************************************
**************************************************************

matrix y_chapeu = x*bchapeu
matrix list y_chapeu
matrix res = y-y_chapeu
matrix list res

** Sabemos que SQR=res'*res **

matrix SQR = res'*res
matrix list SQR

**************************************************************
*** PASSO 11: SQT ********************************************
**************************************************************

** Sabemos que SQT=y'y - n*(Ybarra)^2 **

matrix ylinhay = y'*y
matrix list ylinhay
mkmat Ybarra, matrix(Ybarraexp)
matrix Ybarra=( Ybarraexp[1,1])
matrix nYbarraQuad = n_obs[1,1]*Ybarra*Ybarra
matrix list nYbarraQuad
matrix SQT= ylinhay - nYbarraQuad
matrix list SQT

**************************************************************
*** PASSO 12: SQE ********************************************
**************************************************************

matrix SQE = SQT - SQR
matrix list SQE

**************************************************************
*** PASSO 13: Graus de liberdade *****************************
**************************************************************

** gl do modelo = k
matrix glmodelo = n_variaveis
matrix list glmodelo

** gl do residuo = n-k-1
matrix glresiduo = n_obs[1,1] - n_variaveis - 1
matrix list glresiduo

** gl total = n-1
matrix gltotal = n_obs[1,1] - 1
matrix list gltotal

**************************************************************
*** PASSO 14: MS *********************************************
**************************************************************

matrix MSmodelo = SQE[1,1]/glmodelo[1,1]
matrix list MSmodelo

matrix MSresiduo = SQR[1,1]/glresiduo[1,1]
matrix list MSresiduo

matrix MStotal = SQT[1,1]/gltotal[1,1]
matrix list MStotal

**************************************************************
*** PASSO 15: R2 *********************************************
**************************************************************

matrix R2 = SQE[1,1]/SQT[1,1]
matrix list R2

**************************************************************
*** PASSO 16: R2 ajustado ************************************
**************************************************************

matrix R2ajust = 1 - (1 - R2[1,1])*(n_obs[1,1] - 1)/(n_obs[1,1] - n_variaveis[1,1] - 1)
matrix list R2ajust

**************************************************************
*** PASSO 17: Root MSE ***************************************
**************************************************************

matrix RootMSE = sqrt(SQR[1,1]/(n_obs[1,1] - n_variaveis[1,1] - 1))
matrix list RootMSE

**************************************************************
*** PASSO 18: Teste F ****************************************
**************************************************************

* Estatística F *

matrix Fnumerador = (R2[1,1])/n_variaveis[1,1]
matrix list Fnumerador

matrix Fdenominador = (1 - R2[1,1])/(n_obs[1,1] - n_variaveis[1,1] - 1)
matrix list Fdenominador

matrix F= Fnumerador[1,1]/Fdenominador[1,1]
matrix list F

* P-valor *
display Ftail(n_variaveis[1,1],n_obs[1,1] - n_variaveis[1,1] - 1,F[1,1])

* Econometrics Challenge completed :)
**************************************************************

Divertido, né?

Agora podemos confirmar os resultados usando regress:

regress Stata

Econometria | 3 Comentários

E o Nobel de Economia 2015 vai para…

Angus Deaton Nobel

Angus Deaton, por sua análise em consumo, pobreza e bem-estar. Grande vitória também de Economia da Saúde! Deaton, convém lembrar, vinha em primeiro no ranking de Health Economics do RePEc.

O resultado saiu há pouco, por streaming, no site da premiação. Por ora, vale a pena dar uma olhada na sua página pessoal.

Updates:

“Working with the World Bank, Deaton has played a huge role in expanding data in developing countries. When you read that world poverty has fallen below 10% for the first time ever and you want to know how we know— the answer is Deaton’s work on household surveys, data collection and welfare measurement”. — Alex Tabarrok.

“I took my first econometrics course with Deaton. Learned more there than in all others combined”. — Dani Rodrik.

“A brilliant selection. ‘Understanding what economic progress really means’ I would describe as his core contribution, and analyzing development from the starting point of consumption rather than income is part of his vision.  That includes looking at calories, life expectancy, health, and education as part of living standards in a fundamental way.” — Tyler Cowen.

Nobel | 3 Comentários

11 artigos sobre o Governo Dilma

Fazia tempo que procurava algo assim. Acabo de conhecer a coletânea Sob a Luz do Sol (pdf). Pelo que pude notar lendo os primeiros capítulos, a coletânea visa discutir a conjuntura recente e trazer propostas. Entre os autores estão: Edmar Bacha, Ilan, Joaquim Levy, Marcos Lisboa, Naércio, Pastore e Samuel Pessoa.

“A luz do sol é o melhor desinfetante, dizia o juiz da Suprema Corte norte-americana Louis Brandeis (1856-1941). Mostrar de forma transparente o custo de diferentes políticas é essencial para o constante aperfeiçoamento na gestão das políticas públicas. Ter claras as diferentes opções de política pública tem um papel fundamental na sua formulação. Este trabalho tem como objetivo contribuir propondo uma agenda de política econômica para os próximos anos no Brasil.”

Governo, Macroeconomia | Comente!

Doutorado na FEA Ribeirão

FEA-RPEm ótima hora, abriu doutorado em Economia na FEA-RP. As primeiras informações estão no Diário oficial:

“A Comissão Coordenadora do Programa de Pós Graduação em Economia – Área: Economia Aplicada da FEA-RP/USP é responsável pela realização do processo seletivo ora determinado por este edital. O curso de Doutorado em Economia da FEA-RP/USP é um curso de pós-graduação stricto sensu, gratuito, com aulas no período diurno e vespertino (de segunda-feira a sexta-feira), com dedicação integral. As linhas de pesquisa do Programa são: a. Microeconomia Aplicada e b. Macroeconomia e Desenvolvimento Econômico.”

Aqui tem mais. A primeira turma começa já no 2º semestre de 2015.

Fica a dica para quem está finalizando o mestrado. Fiz graduação lá e posso confirmar que é uma excelente faculdade — tanto pelos professores e infraestrutura, quanto pelos alunos, que tem tido ótimas oportunidades internacionais.

Academia | 2 Comentários

ANPEC: Referências de Inglês

A prova de inglês tem peso zero na classificação geral. No entanto, em vários centros, os candidatos que obtém uma nota mínima (definida pelo centro) estão dispensados da prova de proficiência em língua estrangeira.

Em geral, a prova traz dois artigos da The Economist com perguntas de compreensão de texto. Nos últimos seis anos a banca tem escolhido textos de assuntos gerais, de fora da seção de Economia da revista, dos meses de fev/mar/abril. As perguntas costumam seguir a ordem do texto: primeira pergunta sobre o título, segunda sobre o primeiro parágrafo, e assim por diante.

Nos últimos anos, a banca tem tido também o estranho hábito de colocar apenas um item Verdadeiro por questão. Isto ocorreu nos Exames de 2010 a 2015 (exceto 2013) e todo ano há sempre a expectativa que a banca possa fugir desse padrão.

ANPEC | 3 Comentários

ANPEC: Referências de Economia Brasileira

Existe uma considerável heterogeneidade entre os candidatos que fazem a prova de Economia Brasileira. Uns fazem tanto a parte objetiva quanto a dissertativa e, portanto, precisam ter um excelente desempenho. Outros fazem só a parte objetiva. Há ainda um terceiro grupo que não está nem aí para essa prova, já que os centros que ele quer dá peso nulo para Brasileira.

Com base nestes 3 perfis de candidatos, aí vão as referências:

Candidato 01: “Quero mais folha!”

O Candidato 01 estudou muito e quer escrever tudo o que sabe na prova. Merece uma lista caprichada.

O livro “A Ordem do Progresso” do M.P. Abreu [edição atualizada] é a referência principal. Os livros do Giambiagi e do Gremaud são muito bons para o período pós-40 e são leituras mais tranquilas e com gráficos.

1ª República (1889-1930): Texto do Gustavo Franco (pdf), Capítulos 2 e 3 do Abreu e 30 a 36 do Furtado.
Era Getúlio (1930-1945): Capítulo 4 do Abreu e Seções 14.1 a 14.5 do Gremaud.
Pós-guerra (1946-1955): Capítulos 1 do Giambiagi e 5 a 7 do Abreu.
JK e Jan-Jan (1956-1963): Capítulos 2 do Giambiagi, 8 e 9 do Abreu, Seções 14.6 e 15.1 do Gremaud.
Crise ao “Milagre” (1964-1973): Capítulos 3 do Giambiagi, Texto do Fábio Earp (pdf), 10 e 11 do Abreu e Seções 15.2 a 15.4 do Gremaud.
Crescimento forçado à Crise da Dívida (1974-1984): Capítulos 4 do Giambiagi, 12 e 13 do Abreu e 16 do Gremaud.
Sarney (1985-1989): Capítulos 5 do Giambiagi, 14 do Abreu e Seção 17.1 do Gremaud.
Collor e Itamar (1990-1994): Capítulos 6 do Giambiagi, 15 do Abreu e Seção 17.2 do Gremaud.
FHC (1995-2002): Capítulos 16 do Abreu, 7 do Giambiagi e Seções 18.1 e 18.2 do Gremaud.
Lula (2003-2010): Capítulos 17 do Abreu, 8 do Giambiagi e Seção 18.3 do Gremaud.
Dilma (2011-?): Coletânea Sob a luz do Sol.

Referências adicionais (contidas no edital): Suzigan (1889-1945), Tavares (substituição de importações), Versiani, Baer e Bonelli (industrialização), Fonseca (Era Vargas), Cano (1930-1995), Tavares (desajuste global), Castro (marcha forçada), Carneiro (final do século XX), Belluzzo (desenvolvimento), Lafer, Kon e Cardoso (planos econômicos), Simonsen (diagnóstico de inflação), Filgueiras (Plano Real), FHC (globalização) e Paes de Barros (desigualdade e pobreza).

Exercícios resolvidos do Exame: livro de Economia Brasileira da Campus.

Candidato 02: “Acabei a parte objetiva, posso sair?”

O candidato 02 fará apenas a parte objetiva da prova. Provavelmente, ele está focado em centros que dão peso baixo para a nota de Economia Brasileira. Por isso, em geral, ele estuda um bom resumo (pdf) do Ordem do Progresso e uns capítulos selecionados do Giambiagi.

O que focar: Planos Trienal, Metas, PAEG e II PND e Planos de Estabilização (Cruzado, Bresser, Collor e Real).

Não esquecer de: memorizar as principais Instruções da Sumoc (70, 99, 105, 106, 108, 113 e 204) e as datas de criação de estatais — coisas que a banca adora perguntar.

Candidato 03: “Posso estudar matemática enquanto isso?”

O candidato 03 comparece à prova de Brasileira só por obrigação. Ele vai lá, preenche um item da prova e já quer estudar matemática. Não faça isso, 03. Em último caso, tome este resumão (pdf), e leia-o antes de fazer a prova.

Mas tome cuidado, 03, se você por algum motivo se importar com a classificação geral, observe que Economia Brasileira tem peso igual à Matemática. Suponha que o candidato 02 está concorrendo com você, e vocês tenham desempenho igual nas demais disciplinas, à exceção que ele tira 5 e você tira zero em Brasileira. Sua classificação pode ser 40 (ou +) posições abaixo da dele.

Mudança de peso na USP: Recentemente, a FEA-SP decidiu que, a partir de 2015, dará peso zero para Economia Brasileira — assim como FGVs e PUC-Rio já faziam.

ANPEC | 1 Comentário