Conjuntura Econômica

Ontem (20 de julho), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou a segunda Carta de Conjuntura de 2011.

Para quem não conhece, a Carta de Conjuntura do Ipea é uma publicação trimestral e apresenta os principais indicadores que permitem um acompanhamento da conjuntura econômica brasileira. O documento traz dados e estimativas sobre nível de atividade, emprego, inflação, setor externo, crédito e mercado financeiro (política monetária e taxas de juros, mercados de capitais e de crédito) e finanças públicas.

Segundo os dados apresentados no boletim, a economia desacelerou. Embora o PIB tenha apresentado um bom desempenho no primeiro trimestre do ano (avanço de 4,2%), a taxa de expansão acumulada em 12 meses caiu de 7,5% para 6,2%.

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 6,71% no acumulado de 12 meses terminados em junho. Todavia, a publicação aponta para uma continuidade da trajetória de queda dos índices mensais, mesmo sem sazonalidade.

Esse desaquecimento da economia e o controle da inflação são, segundo o documento, resultado da adoção das chamadas medidas macroprudenciais. Tendo em vista a deterioração do cenário de inflação, iniciado no segundo semestre de 2010, e um possível excesso de demanda evidenciado na época, essas medidas tinham por objetivo a redução da liquidez interna e a diminuição da expansão do crédito. Além disso, o documento afirma que grande parte dos efeitos esperados pelo governo ainda irá acontecer ao longo dos próximos trimestres.

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