É a RecessÃO da Cerveja!

A cada instante, uma nova vítima é colocada no paredão dos culpados da crise da dívida. Ontem a Moody’s dizia que, no caso da Itália, o problema desta vez não é que os cortes sejam insuficientes, e sim porque são excessivos. Bem o Krugman avisou que os governos estavam redondamente enganados. Hoje, já arranjaram um outro suspeito. Tem analista dizendo que a cerveja pode estar contribuindo forte e negativamente à crise.

O argumento não é tão surreal quanto parece. O Instituto “The Brewers of Europe” acaba de divulgar um estudo de Ernst & Young em que é mostrado como em apenas dois anos a cerveja mudou de rumo na Europa. O gráfico abaixo explora um pouco a mudança.

O grande problema é que a queda  do consumo doméstico tem um efeito multiplicador sobre o desemprego, mais de setenta por cento dos postos de trabalho associados com a indústria da cerveja europeia estão fora das cervejarias. Os europeus estão deixando de frequentar bares para poupar dinheiro, o que está custando empregos na chamada indústria da hospitalidade – que engloba bares, restaurantes e hotéis.

Perdas de empregos podem agravar a crise da dívida porque pessoas desempregadas não pagam impostos e recebem benefícios. Quando diminui o consumo de cerveja, os governos também recolhem menos impostos sobre a venda de cerveja.

Outra evidência interessante apresentada no relatório é que apesar dos impostos sobre a cerveja terem aumentado na maioria dos países, ocorreu uma redução de 6% das receitas fiscais do governo. A curva de Laffer bem explica esse efeito.

Se até a cerveja tem culpa, cuidado Juliana Paes, pode sobrar pra você. É a recessão mais redonda de todos os tempos.

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