Skip to content

Um SAMBA diferente

outubro 27, 2011

Samba, 1956 de Portinari

Saiu hoje a Ata da última reunião do Copom. Nela os diretores do BC decidiram reduzir a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual. Agora, sabia que a decisão foi tomada com a ajuda do “SAMBA”?

Calma, calma, não criemos pânico. O SAMBA de que estou falando consiste em um modelo econômico, e não no gênero musical. O Banco Central do Brasil, assim como a maioria dos Bancos Centrais do mundo, utiliza vários modelos para dar suporte ao processo de formulação e de implementação da política monetária. No caso do BCB, destacam-se a utilização de modelos de Vetores Autoregressivos  (VARs), modelos semiestruturais de pequeno porte, semiestruturais de médio porte e talvez o mais interessante, o modelo SAMBA.

O modelo SAMBA (Stochastic Analytical Model with a Bayesian Approach) consiste basicamente em um modelo dinâmico estocástico de equilíbrio geral (DSGE, sigla em inglês) para a economia brasileira. O modelo desenvolvido por pesquisadores do próprio BC contempla características comuns a modelos DSGE, e inclui também características específicas do Brasil, buscando descrever da melhor maneira possível a economia brasileira.

É claro que, como qualquer modelo, o SAMBA possui seus defensores e seus críticos. Para alguns se trata de um modelo mais próximo da realidade, enquanto para outros seu processo de estimação seria pouco preciso. Para detalhes do modelo, veja Castro et al. (2011).

One Comment leave one →
  1. jose soares sobrinho permalink
    janeiro 18, 2013 3:24 pm

    bem pautado, mas o samba do crioulo doido é, ainda que o bcb trate de um infinidade de dados macro economicos e de produção, ainda não consigo, numa economia lastreada pelo real/social determinar por exemplo: para cada incremento de 1% na mistura de etanol a gasolina, quanto temos de aumento na demanda de aço, local e global uma vez que o foco é economia por economia, local, mas, desta premissa pensamos um setor estratégicamente.
    como estes modelos podem se uteis?

    (i) modelos com maior fundamentação estatística (os modelos de Vetores Autoregressivos – VARs);

    (ii) modelos semiestruturais de pequeno porte;

    (iii) modelos semiestruturais de médio porte; e

    (iv) modelo microfundamentado de médio porte (SAMBA) – cuja estrutura é semelhante à dos modelos dinâmicos estocásticos de equilíbrio geral (Modelos DSGE).

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s