Forbes indica mudanças relativas no cenário mundial e local

A Revista Forbes divulgou nesta quarta-feira (dia 2) a lista com as 70 personalidades mais poderosas do mundo. A publicação leva em consideração quatro quesitos: a quantidade de pessoas sobre a qual o líder possui influência, o montante de recursos controlados, as esferas nas quais o agente possui atuação e quão ativamente ele exerce o poder.

De certa maneira, além de refletir a influência da personalidade, o ranking dá uma ideia de como anualmente oscilam os pesos relativos das diversas nações no cenário mundial. Em virtude disso, grandes alterações para cima ou para baixo de um determinado chefe de estado pode indicar quem é a “bola da vez” ou a “bola murcha” da rodada.

Analisando apenas as três primeiras colocações, vemos mudanças de 2010 para 2011. No ano passado, os primeiros colocados eram: Hu Jintao, Barack Obama e Abdullah bin Abdul Aziz al Saud, nesta ordem. Na publicação deste ano, a lista passou a contar com Barack Obama, Vladimir Putin e Hu Jintao, respectivamente.

Em 2010, Obama ainda colhia os frutos negativos da derrota nas eleições legislativas norte-americanas. Daí, embora à frente da maior economia do mundo, o segundo lugar no ranking do ano anterior. Em 2011, a revista destaca que, embora o presidente dos EUA viva um momento de debilidade política, retornou à primeira colocação em decorrência da perda de poder de seu principal concorrente, Hu Jintao.

O presidente chinês, nação cuja população alcançou 1,34 bilhão de pessoas no início do ano e deve apresentar crescimento aproximado de 9,5% em 2011, cedeu dois postos e ficou em terceiro lugar. Não que a China tenha perdido espaço no cenário mundial, mas, segundo a revista, a mudança se deve em grande parte à transição de poder em curso e à consequente transmissão de influência para seu sucessor, Xi Jinping (atual número 69).

Entre os dois primeiros está Vladimir Putin. Quarto colocado no ranking de 2010, o primeiro-ministro russo deve reconquistar a presidência do país este ano. A publicação destaca ainda o fato de que, mediante reeleições, Putin poderia ficar no poder até 2024.

Com relação à Abdullah bin Abdul Aziz al Saud, rei da Arábia Saudita, atual sexto colocado, além de deter 20% das reservas petrolíferas mundiais conhecidas, guarda dois dos locais mais sagrados para o Islã, Meca e Medina. Em parte, a perda de posições deve estar ligada ao movimento revolucionário conhecido como Primavera Árabe, que promoveu importantes mudanças na região do Oriente Médio e Norte da África.

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