Vai uma romã aí?

O caso de discriminação de preços de terceiro grau da Angélica Grill, evidenciado pelo Adriano, foi de fato muito interessante. Lembrando desse post, outro caso de discriminação de preços me chamou atenção durante uma festa familiar da qual participei, poucos dias atrás. Três garotinhas (com 6 anos de idade) que estavam presentes na celebração, avistaram uma romãzeira, e como brincadeira colheram alguns frutos do pé.

Em seguida, iriam dar as frutas para os convidados. No entanto, tiveram outra ideia. Porque não brincar de vendê-las. Assim, saíram anunciando as frutas a cada um dos convidados. No entanto, no início ninguém se interessara por comprar romãs, o que fez as meninas mudarem sua estratégia de venda. Elas começaram a barganhar o preço. Foi nesse momento que uma das convidadas (uma tia de uma das menininhas) se interessou pelas frutas.

No momento em que a mulher se aproximou das meninas, o preço cobrado disparou. Subiu para R$ 5,00. Ao perceberem que a mulher iria realmente pagar pela romã, elas aumentaram ainda mais o preço. R$ 6,00 seria o preço final, pois assim cada uma das meninas ficaria com R$ 2,00.

A partir daí as meninas pegaram o jeito. E começara uma discriminação de preços fora do comum. De acordo com o parente, elas cobravam um preço diferente, afinal elas conhecem bem seus familiares. Chegaram a obter até R$ 12,00 por uma romã.

As meninas não conhecem a teoria de discriminação de preço. E nem poderiam já que são bem novinhas. No entanto, elas pegaram a ideia de cobrar o máximo que os seus parentes estivessem dispostos a pagar. O fato é que elas souberam aproveitar a ocasião e conseguiram extrair todo o excedente do consumidor de seus “clientes”, mesmo sem saber que estavam fazendo isso.

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