A econometria chega ao mundo dos paparazzi

Já havia ouvido falar da modelagem de diversos comportamentos humanos, mas essa para mim é nova. Tem gente estimando (aqui em português) a duração do casamento de celebridades! A função leva em consideração as variáveis fama, idade, tempo de namoro, história conjugal e um fator que reflita a condição de símbolo sexual.

Para que fosse possível fazer inferências, foram construídas algumas variáveis proxy. Por exemplo, para o fator símbolo sexual, analisa-se a quantidade de roupa vestida pela mulher nos cinco primeiros resultados do Google. Quanto menos roupa, mais sexy.

O estudo inicial é de 2006 (vide imagem abaixo). Recentemente foram efetuados alguns ajustes em algumas variáveis. O fator fama, a priori contabilizado como milhões de acessos no Google, foi substituído pela razão de menções no New York Times pelo National Enquirer.

A fórmula original é bastante complexa. Se fosse para criar um modelo linear, até me arriscaria com os sinais:

•    Fama (-): quanto mais famoso o casal, maior deve ser a “oferta” de novos pretendentes.
•    Idade (+): quanto mais experiente, maior a tendência de manter relacionamentos estáveis.
•    Tempo de namoro (+): maior deve ser o conhecimento sobre a outra parte.
•    História conjugal (-): casamentos fracassados no passado podem indicar tendência de novas frustrações.
•    Condição de símbolo sexual (-): quanto mais sexy, maior deve ser a quantidade de outros pretendentes.

E se fosse para modelar a duração dos casamentos de pessoas que não são famosas, que variáveis você imagina que seriam relevantes? Eu incluiria, além do tempo de namoro, histórico conjugal e idade, pelo menos a renda do casal, o hiato do valor recebido entre ambos e um fator de religiosidade.

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5 Responses to A econometria chega ao mundo dos paparazzi

  1. Rafael says:

    Começou bem a semana! Ótimo post!

  2. Antônio Galdiano says:

    Jorge, como você modelaria o efeito a diferença de renda entre o casal? Estou pensando aqui e acredito ser muito difícil modelar isso. Alguma pista?

    • Jorge Ikawa says:

      Oi, Antônio, tudo bem?
      Acho que uma boa aproximação neste caso seria a diferença salarial, dado que medir a renda com exatidão seria bastante difícil. A priori imagino que quanto maior a diferença de salário, maior deve ser a probabilidade de o casamento dar errado. Acho que seria possível incluir também uma variável para diferenças de escolaridade (discrepâncias muito grandes devem gerar mais instabilidade).
      Valeu pelo comentário.
      Abraço.

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