Inovação – A EcOnOmia CriAT!VA

O Elder Silva, internauta amazonense da Prosa, me enviou um email comentando da Economia Criativa, uma nova vertente da Economia que vem ganhando cada vez mais notoriedade. Como forma de introduzir ao tema, ele nos escreveu um texto, que está reproduzido abaixo. Ele vem trocando ideias com estudantes e profissionais para criar um grupo de estudo e pesquisa em Economia Criativa. Quem tiver interesse em saber mais do assunto, poderá conversar com ele neste grupo criado no Facebook.

“A imaginação humana, a criatividade e a inovação como as principais obras primas da economia mundial, tendo a cultura o principal pilar de produção econômica, assim podemos definir a Economia Criativa.

Criada em 1994 na Austrália, por Jonh Howkins, autor do Livro, “The Creative Economy”, publicado em 2001. Fora desenvolvida no governo de Tony Blair em 1997 na Inglaterra, como forma de impulsionar a economia multissetorial do Reino Unido. A difusão da globalização e a propagação das mídias digitais têm levado a Economia Criativa a se tornar uma perspectiva de salvação das economias mundiais para o século XXI, de forma a substituir o modelo de indústria de manufatura por indústrias de inteligência, usando o cérebro humano como processos que envolvam a criação, produção e distribuição de produtos e serviços, agregando o valor do conhecimento, da criatividade e o capital intelectual como principais recursos produtivos.

O fato é que, moda, design, arquitetura, livros, música, fotografia, softwares, publicidade, propaganda e artes estão entre os principais bens de consumo no novo século, logo, a competitividade do mercado e a escassez de recursos naturais exigem cada vez mais esforços de empresas e governos o desenvolvimento das sociedades, estimulando a criatividade humana nos novos padrões de gestões inovadoras. Dessa forma, eleva-se a participação das indústrias inteligentes no PIB dos países desenvolvidos, colocando a economia a um patamar de mercado, não pela a busca de preços competitivos e sim pela possibilidade de impactos socioeconômicos que gerem identidade cultural, histórica e desenvolvimento. Em consequência, cria-se uma gama de empregos a partir do aumento do empreendedorismo, especialmente nos jovens detentores dos potenciais de diferença e inovação.

No Brasil

Trata-se de um tema muito novo, o que implica o desconhecimento do assunto por parte de estudantes e professores, que pouco sabem ou nunca ouviram falar de economia criativa. Tal tema ainda está sendo descoberto por governos, mesmo tendo o Ministério da Cultura estruturado uma secretaria de economia criativa, estados e municípios não possuem grandes informações sobre ações para que o modelo de cidades criativas possa ser os principais investimentos e perspectiva de desenvolvimento para a sociedade.

O tema começa a ganhar força com os interesses de empresas, órgãos públicos e estudantes de diversas áreas. A economista e doutora em urbanismo Ana Carla Fonseca Reis, da consultoria Garimpo de Soluções tem sido uma baluarte no Brasil, desvendando o tema (aqui um vídeo) e alertando as autoridades para esse novo caminho econômico.  A FECOMERCIO-SP divulgou recentemente o primeiro estudo brasileiro (pdf) que aponta índices de criatividade nos estados e nas principais cidades do país, e junto com o projeto Criaticidades transformaram a iniciativa de caminhar o Brasil para a nova perspectiva econômica desse conhecimento. Grupos em redes sociais como facebook e twitter surgem para que mais trabalhos e pesquisas possam complementar e tornar o tema em questão comum nas agendas políticas e acadêmicas, visando assim um Brasil inovador.”

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2 Responses to Inovação – A EcOnOmia CriAT!VA

  1. Karina Duarte says:

    Muito legal a iniciativa, principalmente porque pelo que percebi ela nasceu dentro da Economia. É nas cidades que devemos ver projetos desse porte.
    Os links citados no texto também são muito úteis.

  2. Janaina says:

    Estudei um pouco disso em Macro III, simplesmente me apaixonei pelo assunto. To dentro desse grupo!

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