Não se esqueça do Spread

Dilma: "Eu já disse que não entendo os fundamentos técnicos de certo nível de spread"

Pois é, a taxa de juros baixou. O Banco Central reduziu a taxa básica de juros para 9% a.a. (veja a ata do Copom). Mas e o spread bancário?

Para quem não está familiarizado com o nome, o spread é a diferença entre a taxa de juros cobrada pelos bancos nas operações de crédito (cheque especial, por exemplo) e a taxa paga pelos bancos na captação de recursos (como a da poupança). O gráfico abaixo ilustra o desenvolvimento do spread no Brasil, desde 2011.

Segundo os dados do BC, o spread bancário caiu de 28,46% para 28,01% a.a. Todavia, o spread brasileiro ainda é um dos maiores do mundo, e ainda está bem acima do spread em 2010. Nesse sentido, o governo tem tomado medidas que vão além do fomento ao crédito, mas que também visam combater o spread bancário.

O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal já reduziram suas taxas de juros para pessoas físicas e microempresas. Além disso, o Banco Central do Brasil está estudando a criação de um ranking para revelar a margem cobrada por banco e, assim, mostrar quem ganha mais com os financiamentos.

Há quem diga que tudo isso não afetará significativamente o spread. Nas palavras da presidenta Dilma, o spread é “tecnicamente de difícil explicação no Brasil”.

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3 Responses to Não se esqueça do Spread

  1. luiz fernando antonio says:

    A questão dos spreads dos bancos é um assunto que começou com o desmonte dos bancos pequenos e concentração das operações em poucos bancos ha cerca de 40 anos atras. O principio desta logica estava em acreditar que a concentração das operações e dos clientes em poucos operador adores ( bancos) reduziriam-se custos, menos mao de obra envolvida, maximização dos sistemas de ti ( quase inexistentes na epoca)., etc. Tambem o Banco Central aumentou os depositos compulsorios para garantir uma certa segurança e confiabilidade no sistema ( que chegou a falhar em um certo momento e teve que ser socorrido pelo Governo Federal com os recursos dos contribuintes através do programa PROEX; alias não sei se este recursos ja foram devolvidos pelos bancos para o Governo).

    Outro fator é o classico efeito da oferta e demanda;. os banco ofertam moeda a um custo aparentemente barato, para consumidores que acreditam que poderão pagar porque não sabem fazer contas, tambem ofertam linhas de credito,cartões de crédito, limites, etc que tomam grande parte dos recursos de seus clientes redundando em inadimplencias. Estas inadimplencias são as justificativas para que os bancos imprimam uma taxa adicional para todos os seus clientes, inclusive para aqueles que pagam em dia seus compromissos.

    Talvez uma alternativa seria os bancos, com a supervisão do Banco Central, determinarem descontos pre-estabelecidos para os clientes quando estivessem quitando suas dividas dentro do prazoi; talvez assim poderiamos chegar a taxas de spreads reais e civilizadas.

  2. Anonymous says:

    O Mansueto mandou muito bem nesse assunto, vale a pena dar uma conferida:
    http://mansueto.wordpress.com/2012/04/25/caixa-critica-corte-de-juros-de-bancos-serio/

  3. Pingback: Spread bancário, por que você é tão alto no Brasil? « Prosa Econômica

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