Barreiras culturais e de comunicação: sim, elas existem!

De um modo geral, focamos muito durante a graduação as diversas barreiras tarifárias que dificultam o comércio entre nações. Tributos e cotas de importação são as mais comuns. No entanto, um novo tipo de empecilho tem ganhado importância, as restrições referentes à cultura e à comunicação.

Pesquisa realizada pela Economist Intelligence Unit (pdf) com 572 executivos mostra que questões muitas vezes deixadas em segundo plano nos cursos de economia são decisivas para a tomada de decisão.

A publicação traz alguns resultados interessantes como: “ao contrário da expectativa de muitos especialistas, o período recessivo atual está estimulando as empresas a se tornarem mais internacionais”. Isso não só na busca de novos mercados, como também na diversificação de locais da cadeia produtiva.

“Equipes transnacionais têm potencial para ser mais produtivas simplesmente porque elas não trabalham no mesmo local”. É uma constatação que parece não fazer muito sentido à primeira vista. Nancy Adler, da McGill University (Canadá), ressalta, porém, que uma equipe multicultural tende a ser mais criativa, uma vez que as pessoas estarão menos propensas a sofrer com a pressão de grupo para o conformismo e, dado que são culturalmente diversas, irão abordar problemas de perspectivas diferentes.

Apesar dessas vantagens, equívocos em decorrência de diferenças culturais, tais como tradições e normas de trabalho, são apontados pelos empresários como o maior obstáculo à produção colaborativa entre países.

Outro ponto de aproximação ou distanciamento entre nações, a língua materna, também é objeto de estudo. De acordo com Pankaj Ghemawat, professor da IESE Business School (Espanha), dois países que compartilham a mesma língua efetuam 42% mais transações comerciais do que duas outras nações similares sem conexões linguísticas. De olho nessa informação, os executivos estão atentos à quantidade de idiomas que seus funcionários dominam.

Ao que tudo indica ainda não será dessa vez que o esperanto ganhará espaço. No mundo corporativo, o idioma essencial é o inglês. Mais de dois terços dos entrevistados consideram essa língua fundamental para sucesso em escala internacional, seguida pelo mandarim (8%) e espanhol (6%).

This entry was posted in Comércio internacional, Cultura. Bookmark the permalink.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *