Crise na Europa? Não para o futebol

Você que gosta de futebol já deve ter ouvido durante as narrações o comentário de que, com a crise europeia, os clubes brasileiros estavam mais “competitivos” na tentativa de manter os bons jogadores no país. A afirmação pode até ser verdadeira, mas o motivo não parece estar no velho continente.

A The Economist divulgou recentemente um gráfico que fez muito comentarista brasileiro queimar a língua. Com base nos números das principais ligas europeias, Inglaterra, Itália, Espanha, Alemanha e França, é possível constatar que a folha salarial dos clubes europeus não tem sido muito afetada pela economia. Somente na liga inglesa, os gastos com pagamento de jogadores atinge a marca de 1,75 bilhão de euros.

Mas e a arrecadação, como anda? Ao menos para os três maiores clubes em receita, Real Madri, Barcelona e Manchester United, respectivamente, está tudo azul (se bem que azul lembra Chelsea). O clube merengue passou de uma arrecadação de 438,6 milhões de euros na temporada 2009/2010 para 479,5 milhões na de 2010/2011.

De acordo com dados (pdf) da consultoria Deloitte, o montante que ingressa nos cofres dos principais clubes de futebol pode ser classificado em três fontes: receita com bilheteria, transmissão de jogos e publicidade (que inclui os patrocínios). Para o caso europeu, não houve uma tendência única no movimento entre as três rubricas nas temporadas analisadas, de modo que é difícil verificar um possível canal pelo qual o desaquecimento econômico estaria afetando a arrecadação (se é que essas variáveis são, de fato, relacionadas).

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