Google Economics?

Quem nunca usou a expressão: “não sabe, pergunta para o Google!”. Pois é, parece que até alguns bancos centrais resolveram utilizar essa máxima, é o que indica texto publicado pelo Clarín, da Argentina.

Segundo o periódico, em alguns locais, como EUA, Reino Unido e Israel, essa ferramenta já é utilizada para prever variáveis econômicas. A ideia básica é que, por meio dos cliques relacionados às compras de bens, é possível verificar como anda a demanda por consumo.

Imagem: Bloomberg

“Uma das vantagens de utilizar os dados da internet é que eles oferecem uma visão mais imediata que os indicadores dos institutos oficiais de estatísticas. De um modo geral, os índices desses organismos são publicados no mês seguinte ao período analisado. No entanto, uma das principais desvantagens de utilizar o Google como estimador do rumo econômico é que ele analisa um mercado limitado e seu arquivo possui estatísticas apenas a partir de 2004”, descreve o jornal.

Quem sabe, no futuro, não estudaremos em sala de aula, junto com os índices de Laspeyres e Paasche, uma espécie de indicador Google para medir a inflação? O Clarín ressalta que já há papers que utilizam as informações do site como variável econômica, entre eles, o trabalho (pdf) do economista chefe do Google, Hal Varian (aquele mesmo do livro de micro), usando dados do Google Trends para estimar as vendas de automóveis e propriedades nos EUA.

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