Keynes e sua vida particular – It’s not our business.

KeynesNa graduação, ficava às vezes um pouco enfurecido com algumas piadas de mau gosto dirigidas a alguns dos economistas que temos hoje como “pilares” da HPE. Com Keynes não era diferente, virava e mexia surgia alguma piadinha sobre a vida pessoal do economista: por ter se casado com uma bailarina e não ter tido filhos, as pessoas inferem coisas que não é, propriamente, da nossa conta.

Na última semana, Niall Ferguson, famoso professor de Harvard (em mais uma polêmica envolvendo a faculdade), disparou uma infeliz pérola envolvendo Keynes que tomou repercussão descomunal:

Ferguson responded to a question about Keynes’ famous philosophy of self-interest versus the economic philosophy of Edmund Burke, who believed there was a social contract among the living, as well as the dead. Ferguson asked the audience how many children Keynes had. He explained that Keynes had none because he was a homosexual and was married to a ballerina, with whom he likely talked of “poetry” rather than procreated. The audience went quiet at the remark. Some attendees later said they found the remarks offensive…

[Ferguson said] it’s only logical that Keynes would take this selfish worldview because he was an “effete” member of society. Apparently, in Ferguson’s world, if you are gay or childless, you cannot care about future generations nor society.

Resultado? Foi ferozmente linchado pela crítica, entre a academia, entre economistas da blogosfera internacional e entre torcidas organizadas. A repercussão foi tamanha que o professor teve de vir a público e pedir desculpas.

Quem sabe isto sirva para lembrar que futricas de economistas não fazem parte da HPE, e que, concordando ou não com as ideias desses economistas, respeito é sempre bem-vindo…

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