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Esther Duflo, do MIT, sobre Novelas brasileiras

maio 25, 2013

Em vídeo recente, a pesquisadora Esther Duflo (MIT) mostra ter opinião formada sobre as novelas brasileiras. Segundo ela, Rede Globo e fertilidade tem uma relação perversa. Veja o vídeo:

Ah sim, sua exposição baseia-se em pesquisa: na íntegra (pdf), de um pessoal do IDB.

Há de se reconhecer que existe uma enorme dificuldade em separar o efeito das novelas com tendências sociais em geral — e, mais difícil ainda, separar o efeito das novelas do efeito da TV em geral. O que foi feito na pesquisa é levar em conta o fato de que o sinal da Rede Globo foi disponibilizado progressivamente, e assim comparou-se vizinhanças com acesso à emissora com aquelas que não o tiveram. Dois fatos foram verificados: (i) a fertilidade caiu mais cedo nos lugares que primeiro receberam o sinal da Globo (claro que além da TV, outros fatores estão agindo aqui) e (ii) a pesquisa encontrou um efeito significativo de crianças nomeadas com o mesmo nome de personagens de novela, indicando uma possível linha direta da TV sobre as decisões de planejamento familiar.

11 Comentários leave one →
  1. LucasCabriniW permalink
    maio 25, 2013 1:47 pm

    Interessante o artigo, corroborando com aquele velho ditado: no passado se tinha muitos filhos porque não havia tv.

  2. maio 25, 2013 2:20 pm

    A TV deve ter um efeito sim, não sei se vcs tiveram a mesma impressão mas creio que a premissa de amostragem aleatória aqui é falha: suponha que a Globo tenha decidido colocar seu sinal primeiro em grandes cidades (algo provável de se esperar), o efeito da queda da fertilidade pode ser por conta do ingresso da mulher no mercado de trabalho, e também a outros fatores ligados à vida agitada de grandes centros, além do fato de que contraceptivos se espalharam primeiro nas maiores cidades…

  3. maio 25, 2013 11:59 pm

    sei que nao tem nada a ver com o assunto…. mas nao é essa pesquisadora que tem patrocinio do bill Gates??
    O q ela tá fazendo com coisa da apple?

    • Anônimo permalink
      maio 26, 2013 7:42 am

      None of yr business!

    • maio 26, 2013 1:50 pm

      rsrs Humm, na verdade, o Bill Gates financia o Poverty Action Lab (J-PAL) que ela é fundadora…

    • Gilmar permalink
      setembro 17, 2013 4:26 pm

      Ela não pode comprar um mac com o patrocício do Bill Gates? Desde quando é proibido?

  4. Rafael de Oliveira permalink
    maio 26, 2013 2:58 pm

    Nossa que conclusão…
    Tipo de pesquisa que nao leva nada a lugar algum.
    Isso e nada, o nada sai no lucro. Como tem dinheiro/suor sendo mal utilizado no mundo.

    • Antônio Galdiano permalink
      junho 17, 2013 8:59 am

      Talvez isso seja útil pra algum governo africano, não acha? Tá cheio de engenheiro social no mundo mesmo…
      Para a população comum, isso realmente não tem muita utilidade mesmo.

  5. Whoever permalink
    maio 27, 2013 8:47 am

    Há um artigo da National Geographic muito bom sobre esse assunto: http://ngm.nationalgeographic.com/2011/09/girl-power/gorney-text
    É algo a ser estudado mesmo, que eu saiba nenhum país teve uma queda de fertilidade tão proeminente em tão pouco tempo.

  6. Antônio Galdiano permalink
    junho 17, 2013 8:44 am

    Por quê o autor sustenta que redução de fertilidade é perverso?

    • Laura permalink
      junho 21, 2013 2:06 pm

      Nao é a queda da fecundidade o que é perverso.
      É o efeito que a novela produz.
      O adjetivo “Perverso” é utilizado, aqui, como “desvio do que é esperado”.

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