Economistas sobre os presentes de Natal

Hora de escolher os presentes. Aparece então o dilema: ir à loja e comprar os presentes ou presentear com dinheiro? A última discussão séria a esse respeito é a da enquete feita pela Chicago Booth na qual foi pedido que economistas avaliassem a frase: “Dar presentes específicos de Natal é ineficiente, porque quem os recebe poderia satisfazer suas preferências muito melhor com dinheiro”.

A enquete contou com a participação do Acemoglu, Alesina, Barnejee, do brasileiro J. A. Scheinkman e de outros pesquisadores notáveis de Economia.

enquete presentes Natal

Nota-se que a maioria discorda da afirmação. Ainda assim, percebe-se que a polêmica persiste. Afinal, seria sensato pensar que um resultado ineficiente ocorra se eu não conhecer direito quem estou presenteando. Mesmo que seja um presente caro, a pessoa que o recebe pode não reconhecer todo o “valor” que foi pago no presente. Uma pesquisa do J. Waldfogel, que trabalha com economia comportamental, indicou que “em média o presente vale 20% a menos para quem o recebeu em relação a quem o comprou”.

No entanto, depois disso outras pesquisas já foram publicadas trazendo resultados mais favoráveis à compra de presentes. Dar presentes torna-se uma opção mais razoável se pensarmos que ao gastar tempo e esforço escolhendo um presente está sendo sinalizado disposição e o quanto você se preocupa com alguém. A pessoa apreciará o esforço mesmo que o presente não seja lá grande coisa. Este é, provavelmente, o argumento principal que levou muitos dos que responderam a enquete a dizer que presentes são ainda mais eficientes do que apenas dar dinheiro.

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