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O Mestrado em Economia – Uma Escolha Intertemporal

julho 21, 2010

Por Luiz Henrique Pacheco

No meu post de anteontem, eu fiz uma guisa de introdução sobre as possibilidades que o estudante em economia tem. Nesse breve texto, que não pretende esgotar o assunto, tentarei falar sobre a escolha que testa a capacidade de escolha intertemporal do jovem graduando: o mestrado.

 

Eu digo isso porque, após passar quatro ou cinco anos de implacáveis horas de estudos a fio e com uma boa dose de aulas maçantes, os hercúleos esforços são coroados com um diploma de bacharel em ciências econômicas, um registro no Corecon e a alcunha de economista.

 

A trama da formação acadêmica, entretanto, ainda não tem termo na formatura. Qual caminho enveredar? Ir para o mercado de trabalho é uma opção, afinal, o trabalho por paga é inexorável para a maioria, seguir para a pós graduação também é uma alternativa. Desfrutar o momento e os benefício presente do salário ou continuar na labuta para cuidar do futuro? São essas duas das opções que se interpõem no caminho. De um lado estão os sonhos e desejos e de outro as possibilidades e limites.

 

O mestrado em economia é a escolha de postergar renda para conseguir o título de mestre. Ao mesmo tempo que  renda é abdicada, o indivíduo está ganhando um bem intelectual, que é uma sólida formação na teoria econômica, nos métodos quantitativos e na pesquisa científica. Portanto, continuar estudando é uma via de mão dupla. Dois anos de muito estudo e abnegação, o resultado é um jovem economista muito bem preparado para encarar os desafios futuros.

2 Comentários leave one →
  1. julho 21, 2010 1:51 pm

    Tudo bem concordo na grande maioria, estudo e conhecimento não ocupam lugar e sim podem vir a garantir um futuro e formação importantes ao jovem economista.
    É importante frisar também que o mercado também é excelente professor e que dependendo do caminho escolhido ou planejjado para o futuro, o mestrado dificilmente criará diferencial considerável. Acho que uma boa dose de trabalho no mercado é crucial para a formação do economista que não está limitada somente a conhecimentos das teorias econômicas, mas também a relacionamentos e relações públicas, capacidade de negociação, liderança e improvisação em situações adversas, dentre muitas outras. Portando acredito que mestrado e doutorado são indispensáveis sim, mas certamente aqueles que tiveram oportunidade de mesclar conhecimentos práticos aprendidos no mercado com os conhecimentos acadêmicos, certamente potencializarão seus conhecimentos tornando-se um profissional bem mais completo.

    • julho 21, 2010 2:42 pm

      Seu comentário complementa meu post, obrigado, continue participando.

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