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Hora de apertar o cinto

fevereiro 10, 2011

Por Luiz Henrique Pacheco

A subida dos juros não foi suficiente para espantar o dragão da inflação, que há algum tempo já havia despertado. E o governo reconheceu. Ontem, dia 9, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e a ministra do Planejamento, Miriam Belchior anunciaram corte de R$ 50 bilhões nas despesas do orçamento geral da União aprovado para 2011. O Orçamento de 2011, aprovado pelo Congresso Nacional no final do ano passado, previa R$ 2,073 trilhões para este ano. Com o corte, o valor cai para R$ 2,023 trilhões (2,4% de redução). Os ministros garantem que dos dois componentes da demanda, somente o consumo será afetado. O investimento será mantido intacto. Anunciaram ainda que os gastos sociais ficam no patamar que foram aprovados.

A despesa cresceu mais rapidamente que as receitas

As despesas cresceram bastante no governo Lula (2003-2010) frente às receitas. Enquanto as receitas totais cresceram 19,87% as despesas totais cresceram 26,45% ambos os dados nominais relativos ao PIB. Após a crise de 2008, o quadro ficou pior, porque as receitas cresceram somente 6,18% -2010 em relação a 2008-, mas as despesas cresceram 16,57% no mesmo período. A situação fiscal estava ficando preocupante.

Passada a recuperação cíclica, com a capacidade ociosa já ocupada, a decisão do governo foi acertada, embora atrasada. Reduzindo o componente da demanda agregada que lhe cabe, mesmo que timidamente, o governo sinaliza que quer fazer o ajuste fiscal sem arriscar o nível de atividade, não tendo que optar por subir os juros novamente.

A subida dos juros não foi suficiente para espantar o dragão da inflação, que há algum tempo já havia despertado. E o governo reconheceu. Ontem, dia 9, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e a ministra do Planejamento, Miriam Belchior anunciaram corte de R$ 50 bilhões nas despesas do orçamento geral da União aprovado para 2011. O Orçamento 2011, aprovado pelo Congresso Nacional no final do ano passado, previa R$ 2,073 trilhões para este ano. Com o corte, o valor cai para R$ 2,023 trilhões (2,4% de redução). Os ministros garantem que dos dois componentes da demanda, somente o consumo será afetado. O investimento será mantido intacto. Anunciaram ainda que os gastos sociais ficam no patamar que foram aprovados.

15 Comentários leave one →
  1. @jrs480 permalink
    fevereiro 12, 2011 1:08 pm

    O anúncio é muito bem-vindo e esperado pelo mercado, mas há necessidade de acompanhar a sua efetiva implementação.

  2. @maurikjehee permalink
    fevereiro 12, 2011 1:09 pm

    Corte de 2% num cenário de inflação de quase 6% não é pouco; falta verificar se cumprirão…

  3. @isitasrodrigues permalink
    fevereiro 12, 2011 1:10 pm

    O corte tem que ser acompanhado de outras medidas, como por exemplo, incentivo ao aumento de produção interna.

  4. @Ikari387 permalink
    fevereiro 12, 2011 1:12 pm

    Dependendo do que venha a ser o PAC no atual governo, talvez a redução do gasto federal nem tenha tanto impacto na inflação.

  5. @Ikari387 permalink
    fevereiro 12, 2011 1:13 pm

    Por outro lado, se o PAC for de obras ínfimas para a infraestrutura brasileira, o orçamento poderia ter outras prioridades. Mas, de qlqr forma, corte é sempre um corte. Ao menos começaram com algo certo: redução da folha (ineficiente) de pagamentos.

  6. @brunamay permalink
    fevereiro 12, 2011 1:14 pm

    Com a adoçao dessa política contracionista do governo, os candidatos a concursos ficam desestimulados.. Eu to nesse meio!

    • @antonioapjr permalink
      fevereiro 12, 2011 1:19 pm

      Verdade isso deve ser revisto, acredito que tem outros setores do governo para realizar cortes, não nos concursos

  7. @mattozinhos permalink
    fevereiro 12, 2011 1:15 pm

    A Ministra do Planejamento disse que irá suspender concursos e nomeações. Imagina o impacto negativo que isso causar’?

  8. @dranasm permalink
    fevereiro 12, 2011 1:16 pm

    o governo não fez a lição de José do Egito, agora vamos amargar!!!tínhamos um Pres.fanfarrão!

  9. @MariaLCAb permalink
    fevereiro 12, 2011 1:17 pm

    A máquina pública está inchada e ineficiente. @ProsaEconomica

  10. @rodrigobarni permalink
    fevereiro 12, 2011 1:18 pm

    Já havia passado MUITO da hora, mas continuaram a gastança com motivos eleitoreiros. Agora querem dar uma de responsáveis. E acabam fazendo bobagem. O BACEN, p/ ex., está com uma deficiência absurda de pessoal, e pelo jeito vai continuar assim.

  11. @Marcos_com_s permalink
    fevereiro 12, 2011 1:20 pm

    Em 1997 o gasto com pessoal era 4,27% do PIB, em 2010 foi de 4,83%. Onde está o inchaço do Estado?

  12. @lucasechimenco permalink
    fevereiro 12, 2011 1:21 pm

    Pessoal, vocês levantaram o tema dias atrás de como andará a economia. Pois bem, recolhi o trem de pouso e procurei ler mais. E acho que os números do governo Lula foram realmente maquiados demais. Não dá para prever o rombo nem o remendo. Ainda sobre futuro. Quando a indústria perde intensidade tecnológica os sinais são lentos. De repente parece sucata. Olha, eu acho que devemos consolidar tudo oque sabemos sobre governos lula/dilma. Isso fará diferença.

  13. @isabellaguiar permalink
    fevereiro 12, 2011 1:22 pm

    aleluia o corte fiscal veio!Era necessario,até pra tornar coerente as medidas de contençao a inflaçao!

Trackbacks

  1. Otimistas, onde estão vocês? « Prosa Econômica

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