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Top 20

fevereiro 25, 2011

Por Luiz Henrique Pacheco

A revista mais citada de Economia

É interessante notar como a American Economic Review (AER) foi um veículo importante na disseminação das idéias econômicas. É um periódico tão importante que no Brasil todo economista que consegue publicar um artigo nela fica conhecido como “o cara que publicou na American Economic Review”.

O periódico, para comemorar seu aniversário de cem anos, que completou no mês de fevereiro, decidiu eleger os vinte artigos mais influentes de sua história. Como critério objetivo foi utilizado a quantidade de citações e o número que pesquisas no JSTOR (base de artigos na internet). Abaixo eu escolhi cinco artigos dentre vinte para apresentá-los.

O link com a lista completa de artigos está aqui.

 

1) Alchian, Armen A., and Harold Demsetz. 1972. “Production, Information Costs, and Economic Organization.” American Economic Review, 62(5): 777–95.

Esse artigo afirma que a principal preocupação da firma deve ser buscar a melhor produtividade das matérias primas a fim de alocar mais eficientemente recursos subutilizados.

2) Arrow, Kenneth J.  1963. “Uncertainty and the Welfare Economics of Medical Care.” American Economic Review, 53(5): 941–73.

Nesse artigo Arrow aplica conceitos microeconômicos para analisar o mercado dos planos de saúde da economia americana, concluindo que a informação assimétrica e a precedência adaptativa são fatores que atribuem a esse mercado uma estrutura de mercado ineficiente.

3) Cobb, Charles W., and Paul H. Douglas. 1928. “A Theory of Production.” American Economic Review, 18(1): 139–65.

Artigo seminal, em que os autores apresentam a famosa função Cobb-Douglas que todo economista conhece bem. Foi o início da aplicação funcional à fronteira de possibilidade de produção, função de utilidade e outras aplicações teóricas e empíricas. Além disso, nesse artigo é apresentada a divisão de pagamentos dos fatores da economia.

4) Friedman, Milton. 1968. “The Role of Monetary Policy.”  American Economic Review, 58(1): 1–17.

Friedman está em todo livro texto de macroeconomia. Nesse artigo ele estabelece políticas monetárias a ser seguidas, além disso, ele introduz a ideia de taxa natural de desemprego e a conclusão de que quando a inflação observada é aquela prevista, a curva de Phillips é vertical, o que indica o trade-off entre inflação e desemprego no longo prazo.

5) Hayek, F. A.  1945. “The Use of Knowledge in Society.”  American Economic Review, 35(4): 519–30.

Artigo muito importante na história das guerras das ideias, em que Hayek destaca o papel do preço como elemento coordenador dos mercados e rebate a agregação sem medida proposta por Keynes.

2 Comentários leave one →
  1. fevereiro 27, 2011 6:44 pm

    Infraestrutura e saneamento básico estagnaram desde o advento da lulocracia. Devido ao descaso neste último – e na ética da política – o Brasil perdeu 12 posições no IDH desde 2003 e agora está entre os 3 piores em desigualdade social, atrás somente da líder companheira bolivariana Bolívia e do vice Haiti.

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