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A Economia Brasileira está frágil?

junho 7, 2011

A “The Economist” publicou na edição da semana um alerta ao orgulho brasileiro.

“A economia brasileira está se aquecendo. O governo está parado frente a uma agenda de reforma mais profunda que é essencial para impulsionar o crescimento de longo prazo e a estabilidade fiscal do Brasil.”

É verdade que existe um descompasso entre a demanda doméstica e a oferta, agora, é questionável dizer que nossa economia está se aquecendo com alguns indicadores já indicando desaceleração da atividade. Para a revista, a economia brasileira está caminhando para o problema. A inflação é de 6,5% e continua subindo. Nisto a revista tem toda razão (apesar da inflação mensal já indicar queda) e o perigo fica maior se o mercado de trabalho continuar a jogar brasa na fogueira, os trabalhadores aumentarem suas expectativas de preços mais elevados e exigirem salários mais altos, uma inflação arraigada ficará mais difícil de lidar.

A revista continua:

“O Governo Rousseff está se gabando de seu aperto fiscal. […] Pior ainda, os ganhos de hoje são provenientes de fontes erradas, ao invés de diminuir o investimento, o Estado deveria espremer seus pagamentos de transferência. […] Para amortecer o crescimento generalizado da demanda e reduzir as taxas reais de juros do Brasil, o governo precisa de uma consolidação fiscal muito mais ambiciosa. ”

Em outras palavras, a revista acredita que a política fiscal brasileira pode colaborar mais. De fato, nosso superávit primário é pouco ousado visto que ele decorre em grande medida do aumento de receitas e da desaceleração nos gastos de investimento. Ao pensar um pouco além, a revista diz que “a remodelação do governo é também o caminho para impulsionar o crescimento de longo prazo”, e menciona oportunamente a importância da efetivação das reformas previdenciária e tributária. Maravilha. A Economist só se esqueceu que por aqui, infelizmente, políticas de longo prazo são deixadas (ainda) para serem pensadas no longo prazo.

3 Comentários leave one →
  1. Heitor permalink
    junho 7, 2011 7:24 pm

    As preocupacoes da revista ate que fazem um certo sentido, concordo que a politica fiscal pode colaborar mais. Conseguir cumprir a meta de superavit primario aumentando a arecadacao é tranquilo d+.

  2. Júlia permalink
    junho 7, 2011 10:38 pm

    Curioso ver q o mundo cobra reformas brasileiras que aqui nem se discute. Dizer que a economia está frágil pq a inflação preocupa tudo bem. Dizer que a economia brasileira está frágil por causa de reformas é dizer nossa economia É, e sempre foi, frágil.

  3. João H. Baldo permalink
    junho 8, 2011 12:43 pm

    É duro discutir incansavelmente a necessidade de investimentos de longo prazo nas mais diversas áreas. Até o mais alienado sabe do problema de infra-estrutura que vivemos. Será que essas informações não chegam aos ouvidos dos “Gestores Públicos” ou não interessa ao bolso? Porque, como o próprio nome já diz, os frutos não serão colhidos em apenas 4 anos e talvez por isso não interesse a um grupo de 20 ou 30 que, intencionalmente, preferem não enxergar um palmo a sua frente.

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