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Recessão de duplo mergulho? Hal Varian, Brad DeLong e outros professores respondem

agosto 9, 2011

A The Economist organizou uma mesa redonda com grandes economistas, num debate que girou em torno da pergunta: O que deu errado com a economia americana, qual a probabilidade de uma recessão de duplo mergulho ocorrer no próximo ano, e o que os policy makers americanos deveriam estar fazendo?

Alguns trechos memoráveis da discussão:

Viral Acharya, da NY University Stern School of Business: “O endividamento das famílias está atrasando a recuperação.” O professor Acharya lembra que a crise americana foi em grande medida devido a impulsos excessivos ligados ao financiamento à habitação. As respostas à crise foram de recapitalização do setor financeiro e uma política monetária expansionista, tudo isto era necessário mas não o suficiente. Essas políticas não atacaram a raiz fundamental da crise, o endividamento da famílias. Aqui, os comentários de Viral Acharya na íntegra.

Hal Varian, famoso pelo livro de Micro e também economista-chefe do Google: disse que a recessão americana é profunda e a recuperação anêmica devido a efeitos interligados que envolvem a habitação. Varian cita que o colapso nos preços das casas teve um efeito renda grande e generalizado que comprometeu a renda do consumidor médio. A redução das construções, setor trabalho intensivo, prejudicou o crescimento do emprego. E por fim, a proliferação de títulos lastreados em hipotecas levou a uma crise no setor bancário, o que dificulta a tomada de empréstimo. Aqui, os comentários de Hal Varian na íntegra.

Laurence Kotlikoff, professor da Boston University: “A economia dos EUA está sofrendo de uma falta de liderança.” O professor acredita que com a liderança certa e as políticas corretas, pode-se restaurar a confiança fazendo com que os EUA e outros países desenvolvidos voltem para um “bom equilíbrio”. Aqui, os comentários de Laurence Kotlikoff na íntegra.

Richard Koo, economista-chefe do Nomura Research Institute: disse que os EUA parece não ter aprendido a lição com a experiência do Japão. O professor denomina esta crise de “balance sheet recession”, não importa o tamanho da flebilização quantitativa, consumidores e empresas  não estão em condições de assumir novas dívidas. Assim, este tipo de recessão não pode ser resolvida com política monetária, ou flebilização quantitativa, deve ser lidada com política fiscal. Aqui, os comentários de Richard Koo na íntegra.

Scott Sumner, professor da Waltham’s Bentley University: “É desanimador ver tantos economistas com evidências anedóticas para explicar a natureza lenta da recuperação. Qualquer análise deve começar por isolar a contribuição relativa dos fatores da oferta e demanda.” Para ele, a falta de demanda agregada é claramente a causa da Grande Recessão e, além disso, a recuperação está sendo inibida pela falta de gastos nominais. Aqui, os comentários de Scott Sumner na íntegra.

Brad DeLong, professor da U.C. Berkeley: disse que diretores de política econômica do Obama achavam em 2009 que havia sido feito o suficiente para impulsionar a demanda. “Eu temo que eles ainda não vejam a situação como ela realmente é. E não vejo ninguém no governo americano servindo como um contrapeso.” Aqui, os comentários de Brad DeLong na íntegra.

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