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União Europeia: o desafio de conciliar políticas monetária e fiscal

novembro 16, 2011

Com a crise vivenciada pela Grécia e o temor de contágio para outras economias europeias maiores, principalmente Itália e Espanha, começam a surgir questionamentos sobre os reais benefícios e a viabilidade do bloco no longo prazo. De certa forma, podemos dizer que a UE, especificamente os países que integram a Zona do Euro, sofre hoje alguns dos “efeitos colaterais” do pioneirismo da adoção de uma moeda única.

De maneira bastante sucinta, utilizamos os dizeres disponíveis no próprio site da União para verificar o quão importante ela foi e tem sido:

Durante meio século, garantiu a paz, a estabilidade e a prosperidade, ajudou a melhorar os níveis de vida, criou uma moeda única europeia (o euro) e um mercado único sem fronteiras onde as pessoas, as mercadorias, os serviços e os capitais circulam livremente.

Se levarmos em consideração que no século passado o local foi palco de duas guerras de grandes proporções, tais palavras ganham ainda mais relevância, principalmente o trecho referente à paz e à estabilidade.

Dos 27 países que formam o bloco, 17 adotaram o Euro como moeda oficial. São economias com perfis e culturas distintos, o que, de certa forma, dificulta a adoção de uma moeda única.

Com a adoção do Euro, esses países abriram mão do gerenciamento da política monetária. Ou seja, não gozam de autonomia sobre taxa básica de juros e câmbio. Desse modo, ficaram impossibilitados, por exemplo, de promover desvalorizações na moeda para tornarem seus produtos mais competitivos ou elevar a emissão de papel moeda em troca de uma inflação mais alta.

Tal engessamento na área monetária, no entanto, é acompanhado de autonomia da política fiscal. Embora exista o Pacto de Estabilidade e Crescimento, os países membros são responsáveis pelo gerenciamento de suas próprias contas.

E é aí que a porca torce o rabo. Para manter uma política monetária comum, é essencial que os países membros sigam na mesma direção quando o assunto é gasto público. Sem esse “casamento” de gestão fiscal e monetária, torna-se praticamente inviável a manutenção de um bloco comprometido com uma moeda única.

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