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Investimentos financeiros: Os melhores e piores do ano (parte 1)

janeiro 10, 2012

Gostaria de olhar um pouco para trás, nesse ano de 2011, e apontar não só qual empresa cujo valor da ação subiu ou desceu, e sim fazer uma análise, com base no valor de mercado das empresas, de quais setores o investidor tem que abrir o olho no futuro. Primeiro, vou dar as boas notícias. Quais são as empresas e os investimentos que mais renderam em 2011? Talvez esses não sejam os exatos “trades” que mais deram dinheiro no ano que passou, mas com certeza ofereceram bons retornos se comparados aos seus respectivos benchmarks e devem gerar retornos ainda melhores no ano que segue.

O primeiro de todos é nada mais nada menos que o Tesouro dos Estados Unidos da América! Isso mesmo, o porto seguro dos investidores rendeu 19,08% para os investidores brasileiros, graças ao efeito cambial. Mesmo se você olhar para os rendimentos em dólar, o título de 10 anos dos EUA se valorizou em 6%, o que ainda é acima do esperado para os títulos do tesouro americano. O resultado positivo do tesouro americano apenas confirma o senso comum no mercado de que as coisas estão difíceis, e a crise da Europa e dos Estados Unidos leva os investidores a buscarem sempre um lugar seguro para pôr o seu dinheiro. Com os títulos de dívida soberana europeus em xeque, os Estados Unidos confirmam sua posição de “safe-heaven” dos mercados financeiros. Com a enxurrada de investidores fugindo para ele, o valor aumenta e o título, então, gera retornos superiores às taxas de juros que eles retornam.

O segundo investimento que gerou bons retornos em 2011 foi o setor farmacêutico norte-americano. Apesar de a mídia noticiar que há uma crise profunda nos Estados Unidos, o país que mais consome no mundo ainda apresenta bons resultados para os investidores internacionais, principalmente no setor de medicamentos, graças à falta de um sistema de saúde público que atenda os norte-americanos. Empresas cujo negócio é abrir patentes de remédios geraram um bom retorno. A Eli Lilly, por exemplo, se valorizou 18%. Mesmo com as tentativas do governo de Barack Obama de reformar o sistema de saúde dos EUA, é difícil que a conjuntura mude no curto prazo. Dessa maneira, continuo apostando em empresas como a Eli Lilly, Pfizer e Merck para manterem os bons resultados de 2011 nos próximos anos.

(Eli Lilly, preços em US$, de 01/01/11 a 01/01/12)

Por fim, vamos olhar para nossa terrinha e analisar uma empresa que se destacou no meio de um Ibovespa que caiu mais de 23% no ano. A M Dias Branco é uma empresa que atua no setor de varejo, produzindo biscoito, farinha e farelo, massas e margarina e gordura, com presença maior no Nordeste. Por que essa empresa subiu 19,25% em valor de mercado, tão acima do Ibovespa? Porque é o mercado interno que puxa o crescimento econômico brasileiro, principalmente o de produtos de consumo básico, como comida, que é o setor de atuação da M Dias Branco. O fato dessa empresa se localizar no Nordeste apenas aumenta o seu potencial de crescimento, junto do potencial de consumo que essa região apresenta. Com as políticas do governo federal de erradicação da pobreza, temos milhões e milhões de brasileiro consumindo mais, e não são bens de luxo que esses novos integrantes das classes C irão comprar. Por isso, a M Dias Branco é mais uma das empresas voltadas para a produção de bens de consumo básicos que serão beneficiadas pelo crescimento econômico da população brasileira nos próximos anos.

(M Dias Branco, preços em R$, de 01/01/11 a 01/01/12)

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