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O déficit norte-americano: a culpa é de todos e o sacrifício também.

fevereiro 6, 2012

O grande problema da política norte-americana agora é que ela terá que mudar a sua tendência que vem desde a 2a Guerra Mundial. Desde então, os políticos americanos que entravam no poder davam coisas aos norte-americanos.  Agora terá de ser diferente. Daqui em diante, todo o político que entrar em um cargo público terá que tirar coisas dos americanos. E isso não vai ser fácil.

Para que essa transição seja bem sucedida, os líderes de hoje em diante terão que olhar para frente e seguir algumas regras para ter sucesso no corte de gastos e no aumento de impostos. Primeiro de tudo, terão de ter seriedade em seus planos. Não adianta fazer cortes pequenos de gastos e/ou cortes temporários. É hora de fazer cortes drásticos e que irão reduzir significativamente o déficit dos Estados Unidos hoje e no futuro. Também não se pode simplesmente cortar gastos sem pensar em como os Estados Unidos farão para se manter a primeira potência econômica mundial e a nação mais influente no mundo.  Os Estados Unidos da América não podem deixar de gastar na fórmula que fazem deles serem os Estados Unidos da América, então devem sim se manter gastos em infraestrutura, educação e inovação. É vital que os EUA não cortem apenas os gastos chamados de “non-security discretionary spending”, que representam apenas 12% do orçamento americano, e que são os gastos que não estão incluídos no Social Security, defesa e amortização da dívida.

E é aí que a discussão emperra. Cortar o orçamento de defesa no meio da guerra contra o terrorismo? Cortar o Medicare e Medicaid e deixar os pobres sem acesso à saúde? Como fazer?

É verdade que a questão é extremamente delicada. Mas temos que analisar friamente, pois é o momento em que os EUA precisam cortar gastos, aumentar impostos e investir no futuro com precisão. E às vezes decisões difíceis deverão ser tomadas. Um exemplo disto: o Medicare paga em torno de 55 bilhões de dólares por ano para tratamento de pacientes em seus últimos dois meses de vida. Estes 55 bilhões são maiores que o orçamento do departamento de educação e do Department of Homeland Security (não sei como traduzir bem para o português este).  É uma decisão delicada, mas se os Estados Unidos procuram investir melhor no seu futuro, essa diferença no orçamento do Medicare para pacientes nos seus últimos meses de vida e no departamento de educação tem que ser revista. Assim como o próprio Medicare cobre os custos de tratamento de câncer para fumantes. Os Estados Unidos não podem se dar ao luxo de pagar o tratamento de câncer de seus 40 milhões de fumantes, ao mesmo tempo em que tem de manter vigilância constante no seu território pelas milhares de ameaças terroristas.

E também, os EUA não podem mais arcar com os dispêndios de 2 guerras ao mesmo tempo e milhares de postos militares no exterior. É hora de olhar mais para o próprio território e ao invés de gastar em invasões e guerras, os Estados Unidos podem arcar com os custos de modernizar sua infraestrutura para receber mais empresas internacionais que desejam investir em seu território e aquecer a economia. Cortar gastos com os incentivos que o governo americano dá para empresas inovadoras, para que elas registrem suas patentes e mantenham seus negócios nos Estados Unidos, faz com que áreas como o Vale do Silício desapareçam. Hoje, 52% das empresas da região são de imigrantes.

Os EUA estão, possivelmente, no momento mais delicado de sua história no pós 2a Guerra Mundial. A ameaça soviética era assustadora, mas os Estados Unidos hoje enfrentam um inimigo muito mais perigoso: eles mesmos.

Leia também: “O déficit norte-americano: a culpa é dos republicanos!” e  “O déficit norte-americano: a culpa é dos democratas!

6 Comentários leave one →
  1. fevereiro 9, 2012 7:53 am

    Acho tenebroso imaginar um mundo onde a vida de um ser humano em seus dias finais seja traduzida em uma despesa desnecessária. Chega a ser imoral cogitar tal hipótese, os EUA devem reduzir o seu gasto multibilionário em guerras e aumentar seus impostos, esse é o caminho mais lógico a se tomar no curto prazo. Só não podemos esquecer que dívida soberana não é igual a dívida de uma família suburbana de classe média, pois o estado pode durar séculos, uma família apenas algumas décadas. O ideal é que a dívida infle em momentos de crise e reduza em momentos de crescimento. A dívida é um amortecedor e deve trabalhar para o bem do povo. Claro que isso seria o ideal, mas sabemos que a política é o grande ruído que interfere na trajetória lógica na dinâmica da dívida soberana. Mas cortar gastos sociais é inadmissível, afinal isso vai contra a função de um estado, o bem estar social é a função intrínseca a qualquer ente público, qualquer corte ameaça a estabilidade de um governo. Vários governos e regimes são destruídos quando os níveis de qualidade de vida se degradam além do ponto de ruptura tolerado por um sociedade. Sociedades democráticas são sensíveis ao aumento do extremismo político em momentos como esse, tanto em regimes de direito como de esquerda. Me assusta ler algo assim.

  2. Antônio Galdiano permalink
    fevereiro 9, 2012 9:17 am

    A despeito das posições explicitadas, o fato é que o Estado já teve custos menores associados a uma participação menor nos EUA e quando isso era vigente o desempenho econômico era melhor. Esse desempenho melhor, se sustentado ao longo do tempo, proporcionaria uma posição melhor à população hoje em comparação ao que se vê hoje. Infelizmente é um fato econômico a marcante ineficiência do setor público e lidar com os problemas não necessariamente é fácil resolvê-los. Do ponto de vista institucional, o governo fornecer um sistema de welfare state amplamente benevolente pode ser um incentivo à despoupança (existe esse termo?) das famílias e já sabemos onde isso leva… Eventualmente, uma idéia específica nessa direção pode estar essencialmente errada (principalmente por desconsiderar o ponto de vista político), mas não quer dizer que o vetor a se perseguir, de um ponto de vista mais amplo, deva ser abandonado. Realmente não me parece justo custear, com recursos públicos, tratamento de câncer aos fumantes. Isso inevitavelmente passa ao público uma idéia de cumplicidade do Estado a algo que é essencialmente errado e em nada contribui para redução do número de fumantes, além do fato de que o fumante passa a não avaliar corretamente o custo de fumar, uma vez que esse custo não é internalizado. Do ponto de vista institucional, isso tem o mesmo efeito que não punir empresas que poluem o meio ambiente. Em ambos os casos o prejuízo de todos decorre da socialização das perdas, o que do meu ponto de vista é errado.
    Nesse sentido, não entendo o referido gasto como “gasto social” muito menos como “imoral”. Só vejo o estado sendo cúmplice de uma situação que, em última instância, ele mesmo combate (de forma claramente ineficiente do ponto de vista da resolução do problema, diga-se de passagem).
    Concordo que “o bem estar social é a função intrínseca a qualquer ente público”, porém o governo, cortando esses gastos, ao meu entender, desnecessários teria recursos para investir em áreas igualmente importantes, como em novas tecnologias para se reduzir o vício dos fumantes, ou educação, ou em áreas mais sensíveis da própria saúde.
    Espero que esse post não o assuste e que o auxilie no entendimento do ponto de vista explicitado no texto principal.
    Espero ainda ter contribuido para discussão.

    • Anônimo permalink
      fevereiro 14, 2012 8:13 pm

      Bem, sempre achei que a economia é um instrumento para melhoria das condições gerais de uma população. Cortes de gastos desnecessários e custeio e aumento de eficiência são bem vindos, afinal a taxa de investimento é sempre beneficiada nessas ocasiões. Mas achar que cortar gastos de saúde em de detrimento de pacientes terminais melhora a condição geral de uma dada população para mim é um equívoco; é transferir o problema para as famílias destes pacientes, afinal cancer não é “privilégio” da classe A e B, quem acaba por ter a sua renda reduzida por tratar um parente terminal é a família. Além do mas, é um pouco desumano imaginar que só viciados em cigarros contraem câncer e puro deconhecimento sobre a infindável de causas médicas que levam um paciente a um estado terminal, como acidentes, violência, problemas do sistema circulatório, etc. Mesmo porque tais políticas são esclusivos de economias mais prósperas, visto que só estados desenvolvidos ou de renda média, podem pagar procedimentos como transplante de medula óssea ou tratamento por infusão de células tronco.
      Ter capacidade de aplicar as mais avançadas tecnologias na área médica para a cura de uma doença ou mitigação do sofrimento de um paciente terminal apenas demonstra o quão desenvolvido é um país. Para chegar a esta constatação basta procurar um país africano com políticas semelhantes.
      O tabagismo é uma doença e infelizmente é pouco abordada por nosso sistema de saúde, assim como todas as doenças mentais não recebem os aportes necessários para a efetivação do tratamento na rede pública, porém a função do estado é investir tanto no tratamento quanto na prevenção dessas doenças, com todos os recursos disponíveis para que este indivíduo torne-se produtivo para a sociedade.
      Acredito, veementemente, que não existe doença boa ou doença ruim, doença não tem moral, ela simplesmente existe e seu combate é um resultado natural da evolução conquistada, nos últimos 100 anos, na evolução tecnico-científica da medicina. Imaginar que esses gastos são intoleráveis a civilização é retomar a pensamentos passivos sobre vida e morte da idade média. Comparo esta leitura fria ao nazismo e todas as práticas vexatórias implementadas no descarte de doentes mentais e na faxina eugênica feita por este regime a portadores de doenças hereditárias.
      Concordo com o investimento no desenvolvimento tecnológico de novos tratamentos e procedimentos, porém, não devemos esquecer, que um novo tratamento demora no mínimo 10 anos para ser desenvolvido, ao custo de vários milhões de dólares e sem a menor garantia de que este possa funcionar. A medicina é uma ciência cara, visto que um tratamento deve ser efetivo e tolerável ao organismo humano que é um sistema muito complexo de reações bioquímicas.

      • Antônio Galdiano permalink
        fevereiro 16, 2012 12:47 pm

        Bom, tentarei comentar ponto a ponto os seus argumentos de forma a tornar mais claro meu pensamento, esclarecendo as concordâncias e discordâncias.
        “sempre achei que a economia é um instrumento para melhoria das condições gerais de uma população. Cortes de gastos desnecessários e custeio e aumento de eficiência são bem vindos, afinal a taxa de investimento é sempre beneficiada nessas ocasiões”, concordo.
        “Mas achar que cortar gastos de saúde em de detrimento de pacientes terminais melhora a condição geral de uma dada população para mim é um equívoco; é transferir o problema para as famílias destes pacientes, afinal cancer não é “privilégio” da classe A e B, quem acaba por ter a sua renda reduzida por tratar um parente terminal é a família.”, concordo parcialmente. Note que o cerne de meu raciocínio consiste em responsabilizar quem se coloca em situação de risco de acordo com seu livre arbítrio. Na minha OPINIÃO (haja visto não haver verdade absoluta nesse caso), sou a favor de que os cidadãos que se coloquem em risco em decorrência de seus atos, desde que esses atos sejam reconhecidamente nocivos à saúde, não imponham um custo adicional aos que não optaram por este comportamento. Isso não vale somente para os viciados em tabagismo, mas também incluiria os obesos, os consumidores de drogas não medicinais lícitas e ilícitas.
        Nesse sentido, “é transferir o problema para as famílias destes pacientes” é uma leitura particular do postante “anônimo” do que eu disse como “resposabilizar quem se coloca em situação de risco de acordo com seu livre arbítrio”.
        No dizer que seguirá, o postante “anônimo” parece desconsiderar o que eu disse, ao rebater da seguinte forma: “Além do mas, é um pouco desumano imaginar que só viciados em cigarros contraem câncer e puro deconhecimento sobre a infindável de causas médicas que levam um paciente a um estado terminal, como acidentes, violência, problemas do sistema circulatório, etc”. Evidentemente não estabeleci qualquer relação causalidade de mão única de acordo com o que escrevi. Note que simplesmente disse: “Realmente não me parece justo custear, com recursos públicos, tratamento de câncer aos fumantes”. Nesse sentido, realmente existe um grau de injustiça nesse raciocínio que fiz (o qual, diga-se de passagem não foi abordado pelo rebatente em minha visão). A injustiça consiste em não considerar a possibilidade de um fumante ser vítima de câncer por outros meios (se foi esse esclarecimento que o postante “anônimo” tentou fazer, não ficou claro a mim, mas caso tenha sido peço antecipadamente desculpas). Mas ainda nesse sentido, acredito que o mais justo seria chegar ao veredito correto se a doença decorreu do uso do fumo ou de outro meio. Na ausência de provas concretas, que se use provas circunstanciais para determinar se foi ou não em decorrência do fumo (como aliás se faz no poder judiciário todos os dias e há pouquissimas reclamações sobre a eficiência de tal método). Assim, reconheço que omiti parte importante do raciocínio e que isso possa ter prejudicado o entendimento geral do conteúdo.
        Quanto ao dizer “Ter capacidade de aplicar as mais avançadas tecnologias na área médica para a cura de uma doença ou mitigação do sofrimento de um paciente terminal apenas demonstra o quão desenvolvido é um país. Para chegar a esta constatação basta procurar um país africano com políticas semelhantes”, existe 2 possibilidades: 1) a lógica trivial estabelece que quanto maior o nível de riqueza maior tende a ser o consumo, inclusive o de serviços de saúde. Essa primeira leitura é óbvia e em nada acresce a discussão, uma vez que qualquer ser vivo existente concorda com isso, até intuitivamente. 2) a segunda possibilidade de leitura estabelece que o consumo de maior serviços de saúde garante maior nível de riqueza.
        Não se pode concluir qual foi o raciocínio do rebatente, mas caso tenha sido a segundo leitura ela está errada: Isso mesmo, está errada! Está errada não porque o acréscimo de consumo de saúde aumenta a produtividade (isso de fato acontece), mas está errada porque não considera que o uso alternativo desse recurso teria melhor destinação para o aumento de produtividade. Veja o caso de Cuba: os grandes investimentos em saúde garantem um nível de bem-estar nesse quesito específico muito bom, invejável até aos países mais ricos do mundo. Porém, não estaria o povo cubano em situação melhor caso esse mesmo volume de recursos fosse destinado a áreas que desenvolvessem o nível econômico do país para que se atingisse uma posição melhor (até mesmo na saúde) de longo prazo? Bom, posso estar errado em minhas impressões, mas fica a impressão que nenhum dos postantes aqui participantes trocaria a opção que a Coréia do Sul fez (fortes investimentos em educação) pela opção de Cuba (fortes investimentos em saúde). Por se tratar de posicionamento incerto, simplesmente não sei se concordo (raciocínio 1)com o rebatente ou se discordo (raciocínio 2) dele.
        O raciocínio que segue é emblemático da discrepância de opiniões que temos, inclusive em termos eventualmente ideológicos: “O tabagismo é uma doença e infelizmente é pouco abordada por nosso sistema de saúde, assim como todas as doenças mentais não recebem os aportes necessários para a efetivação do tratamento na rede pública, porém a função do estado é investir tanto no tratamento quanto na prevenção dessas doenças, com todos os recursos disponíveis para que este indivíduo torne-se produtivo para a sociedade.”. A parte específica ” a função do estado é investir tanto no tratamento quanto na prevenção dessas doenças, com todos os recursos disponíveis para que este indivíduo torne-se produtivo para a sociedade” soa como uma requisição de ação paternalista do Estado e simplesmente distoa da realidade. A expressão “todos os recursos disponíveis” simplesmente ignora a busca que se faz em economia, a busca de maximização de resultados considerando a escassez dos recursos (e isso jamais poderia passar em branco em uma verdadeira “Prosa Econômica”). O rebatente, ao escrever dessa forma, simplesmente admite a possibilidade de o Estado ignorar todos os demais gastos (educação, trabalho, infra-estrutura, moradia, saneamento básico) se isso for necessário à cura de todos os cidadãos. Para questionar esse raciocínio faço o seguinte rol de questões: Qual país você entende como mais próximo de ideal em gestão pública de welfare state, Cuba ou Coréia do Sul? Qual dos 2 países se vive melhor? Foi possível à Coréia do Sul salvar através de seu sistema de saúde todos seus cidadãos enfermos ou em algum momento o governo deve de enfrentar a escolha de investir mais em educação em detrimento da opção de salvar mais cidadãos? A Coréia do Sul teria o mesmo sucesso como nação caso se enveredasse pela opção Cubana? Dentre as 2 opções de destinação de recursos públicos, qual você escolheria?
        Nesse sentido, inclusive em discordância com o senso comum, não se pode atribuir valor infinito à vida no ponto de vista do governante simplesmente porque todas as demais destinações de recursos públicos também importam! A expressão “todos os recursos disponíveis” NÃO pode ser aplicada “ipsis literis” por um governo sério quando o assunto é saúde. Ainda que cada um busque melhorar ao máximo sua condição de saúde, isso não pode ocorrer em detrimento de todos os outros quesitos também importantes da vida.
        Por exemplo, você gostaria que em vez de 10% dos recursos atualmente destinados a saúde que esse montante passasse a ser quanto? 20%? 30%? 80%? Tenho certeza que mesmo a esses níveis não conseguiríamos salvas todas as pessoas. Nesse sentido que descrevo sua posição como paternalista: como pai estaríamos dispostos a salvar um filho nosso a este preço (e até muito além disso), mas não podemos exigir que o Estado faça o mesmo! É irreal! Há de haver um limite para atuação do Estado e na realidade todos agentes decisórios passam por restrição orçamentária, concordemos com ela ou não!
        Quanto a parte “assim como todas as doenças mentais não recebem os aportes necessários para a efetivação do tratamento na rede pública”, evidentemente pelo raciocínio exposto não há como fornecer tratamento adequado a todos os casos. Mas pense o seguinte: tomando como dado que já foi definida uma parcela fixa da riqueza nacional para tratamentos na área de saúde, você acredita que a subdestinação ao setor de “doenças mentais” está muito pior que ao setor de “cardiologia” ou “ortopedia” ou qualquer outro setor da área de saúde? Seria eficiente uma realocação de recursos dos outros subsetores para a área de “doenças mentais”?
        Você não confia na capacidade dos atuais gestores da saúde em lidar com os recursos escassos, definidos politicamente diga-se de passagem, que são destinados a esta área?
        Infelizmente os recursos são escassos e, no meu entender, a melhor forma de lidar com eles é com eficiência.
        Quanto ao dizer “Acredito, veementemente, que não existe doença boa ou doença ruim, doença não tem moral, ela simplesmente existe e seu combate é um resultado natural da evolução conquistada, nos últimos 100 anos, na evolução tecnico-científica da medicina.” não há o que discordar: doença é um mal (fato) e não tem moral (no sentido de que todos os que se encontrar sob as mesmas hipóteses de saúde têm igual probabilidade de contrair a enfermidade), e que seu combate decorreu de inovações tecnológias na medicina.

        continuará…

        • Antônio Galdiano permalink
          fevereiro 17, 2012 7:19 am

          continuando…
          “Imaginar que esses gastos são intoleráveis a civilização é retomar a pensamentos passivos sobre vida e morte da idade média.” Essa frase em nada acresce à análise e está teoricamente incorreta sob o ponto de vista da alocação de recursos de forma eficiente: caso a humanidade chegue a um nível de bem-estar tal que a coisa mais importante em termos de bem-estar social passe a ser o custeio de saúde pública aos que agem de forma propensa ao risco e que o benefício desse bem-estar social supere o benefício de o contribuinte permanecer com o dinheiro no bolso (ver marginalismo), até eu recomendaria o referido gasto. Como estamos muito longe desse ponto (veja que há pessoas morrendo de fome, de dengue, de coisas em que o emprego de recursos públicos surtiria muito mais efeito), não é nada recomendado o custeio de saúde pública a quem é vítima do próprio risco que se expõe. Veja que o raciocínio de utilidade marginal remonta conhecimentos elaborados no século XIX, de forma que recomendo fortemente que você estude um pouco mais antes de qualificar o raciocínio dos outros.
          “Comparo esta leitura fria ao nazismo e todas as práticas vexatórias implementadas no descarte de doentes mentais e na faxina eugênica feita por este regime a portadores de doenças hereditárias.” risível, absolutamente fora de contexto, incondizente enquanto qualificação de meu racicínio que expus democraticamente nesse forum de discussões e recomendo que você tenha mais cuidado em fazer essas simplificações grosseiras. Note que no seu raciocínio você qualificou minha intenção como medieval e nazista. Isso significa que você tem uma idéia absolutamente superficial sobre esses eventos, praticando um tipo de escrita que se aparenta “bonitinha” a alguns tipos de leitores, mas que em nada contribui para real compreensão de um problema absolutamente complexo. Sugiro que você estude mais antes de fazer uma qualificação dessas!
          Quanto a “Concordo com o investimento no desenvolvimento tecnológico de novos tratamentos e procedimentos, porém, não devemos esquecer, que um novo tratamento demora no mínimo 10 anos para ser desenvolvido, ao custo de vários milhões de dólares e sem a menor garantia de que este possa funcionar. A medicina é uma ciência cara, visto que um tratamento deve ser efetivo e tolerável ao organismo humano que é um sistema muito complexo de reações bioquímicas.” é um raciocínio factível: todo investimento (de qualquer natureza) tem seu período de maturação, mas esse fato por si só não inviabiliza sua implementação; concordo ainda que é um investimento de risco
          assim como praticamente todos os outros na área tecnológica, e isso também não inviabiliza sua implementação, haja vista o êxito das firmas nesse setor. Todo investimento viável se paga ao longo do tempo, não há como surtir efeito imediatamente, e é uma característica intrínseca dos negócios. Particularmente achei um parágrafo bem fora de contexto.

  3. Antônio Galdiano permalink
    fevereiro 9, 2012 9:20 am

    Obs: lamento não ter como editar o comentário acima, a redação ficou horrível.

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