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Brasil ocupa 58º lugar em índice de inovação global

julho 9, 2012

Na teoria sobre o crescimento econômico, uma variável importante diz respeito à produtividade do trabalhador, a qual é influenciada pelo processo de inovação de um país. No entanto, a mensuração desse indicador é bastante difícil.

Recentemente a WIPO (World Intellectual Property Organization) e a INSEAD, uma instituição de ensino francesa ligada à área de negócios, divulgaram o Índice de Inovação Global de 2012 (pdf). A ideia, segundo a própria publicação, é “encontrar medidas e aproximações para capturar melhor o efeito da inovação na sociedade e ir além das métricas tradicionais, como o número de artigos de pesquisa e o nível de gastos em P&D”.

De acordo com essa classificação, entre 141 economias, que correspondem a 99,4% do PIB mundial, o Brasil ocupa a 58ª posição. De uma nota de 0 a 100, tiramos 36,6. O ranking, que leva em consideração 84 indicadores ligados à qualidade das instituições, capital humano, pesquisa, infraestrutura, produtos criativos, entre outros quesitos, é liderado pela Suíça.

Clique para ampliar.

Entre as maiores economias mundiais, os EUA ocupam a 10ª colocação, China a 34ª, Japão a 25ª, Alemanha a 15ª e França a 24ª. Esse fato causou um certo questionamento da The Economist. “Os EUA, epicentro de muitas das inovações, estão na décima colocação. Japão (pioneiro em painéis solares, carros híbridos e novos materiais cerâmicos para aviões) não aparece entre os dez primeiros. Assim como a Coreia do Sul, cuja afamada Samsung é principal fabricante mundial de telefones celulares, TVs de tela plana e chips de memória flash, entre outras coisas”, ressalta.

Isso acontece, segundo a revista, por dois motivos. O primeiro refere-se ao nome inadequado do indicador. “Ele foi criado para medir o “ambiente propício” para a inovação, não o produto em si”, alega. Já o segundo diz respeito a critérios geográficos. “A unidade de medida, o estado-nação, é um modo antiquado de pensar as localidades e, há muito tempo, já perdeu a validade. Uma base regional, ou até municipal, parece mais apropriada”, complementa.

2 Comentários leave one →
  1. Anônimo permalink
    julho 9, 2012 9:29 pm

    Achei muito interessante o seu artigo e usei dados para minha pesquisa.
    Valeu!!!!

    • Anônimo permalink
      julho 10, 2012 8:59 am

      Muito bom poder ajudar.
      Abraço.
      Jorge

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