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Sobre economistas que todos nós desejaríamos ser

dezembro 5, 2012
Imagem: Revista Piauí

Imagem: Revista Piauí

Pesquisando sobre algumas coisas descobri um link, via Leo Monasterio, para o perfil do Ricardo Paes de Barros, o PB, publicado na revista Piauí do mês passado. A matéria relata de maneira literária, característica da revista, como foi desenvolvido o programa Bolsa Família tendo como pano de fundo a participação do PB nesse processo. As notas biográficas cativam, e as históricas explicam. O mais interessante é perceber que a maneira como se deu o programa Bolsa Família não foi premeditada, na verdade foi fruto de inúmeros acasos que possibilitaram o estudo “Agenda Perdida” chegar às mãos do Palocci ainda no primeiro governo Lula.

“Ainda em 2002, quando presidia a Fundação Ulysses Guimarães, “braço programático” da legenda, Moreira Franco encomendou a economistas ligados ao Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (IETS), no Rio, a elaboração de propostas para um futuro governo. Seriam entregues como contribuição à candidatura de José Serra à Presidência. A vice da chapa, deputada Rita Camata, era do PMDB. Marcos Lisboa, Ricardo Henriques, José Márcio Camargo e Ricardo Paes de Barros participaram da concepção do documento, que veio a ter um título estranho: “Tirando o atraso: combate às desigualdades já.” Criticavam a falta de focalização dos gastos sociais e propunham ações que significariam levar adiante o trabalho iniciado por Wanda Engel (…)Poucos meses depois, o também candidato Ciro Gomes procurou José Alexandre Scheinkman. Queria pedir ao economista que ajudasse a preparar um programa de governo. Os dois haviam sido apresentados pelo tucano Tasso Jereissati, num encontro em São Paulo. Dos Estados Unidos, Scheinkman telefonou para Marcos Lisboa, à época professor da Fundação Getúlio Vargas, no Rio. Mais tarde, chegaram à conclusão de que era preferível fazer um documento que não tomasse partido na disputa presidencial. Assim nasceu a “Agenda Perdida”, feita por um grupo que reunia Lisboa, José Márcio Camargo e Ricardo Paes de Barros, que já haviam ajudado a elaborar o documento para o PMDB. Vários outros professores da PUC-Rio, da FGV carioca e da USP se associaram à iniciativa. Na parte de políticas sociais, elaborada por PB, a “Agenda” criticava a ineficiência e a falta de focalização dos gastos públicos. Propunha, como parte da solução, um sistema unificado de cadastramento e monitoramento das políticas de assistência e a “unificação de todos os programas” de combate à pobreza.”

No final a matéria relata um pouco das mágoas do PB em relação ao período em que o Pochmann era presidente do IPEA, o que o fez sair dessa instituição e ir para a Secretaria de Assuntos Estratégicos. A leitura é extremamente recomendada.

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Prosa 1: O Drunkeynesian tem um ótimo post sobre a matéria.

Prosa 2: Leiam o comentário do Mansueto no post acima.

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