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Estudantes de Economia lutam por uma nova grade curricular

fevereiro 12, 2013

Uma recente matéria do Adbusters entitulada “A Renaissance in Economics” sintetiza uma campanha de estudantes que questiona a forma como vem sendo ensinado Economia nas faculdades. O movimento resultou no livro [amazon-product text=”Meme Wars: The Creative Destruction of Neoclassical Economics” type=”text”]1609804732[/amazon-product] e tem sido destaque na blogosfera internacional, com cada vez mais adeptos, além de inúmeros panfletos estão sendo espalhados nas instituições mais renomadas do mundo. As opiniões entre aspas abaixo resumem um pouco os desejos desses estudantes.

Por quê?

protesto estudantes economia

“In class students are usually given just one textbook, with one standard interpretation of how the world works. There are no debates, no contest of ideas and certainly no room for free thinking.

To pass exams, then, students often have to learn mathematical models that bear no relation to reality given the amount of unrealistic assumptions attached to the analysis. As a result, graduates leave the college gates with a bastardized version of economics, one that sticky-tapes bits of neoclassical, monetarist and rational expectations theory together in an incoherent fashion.”

Afinal, o que querem?

“An interdisciplinary approach is required from the start. Four key points stand out. First, introduce far more historical analysis to the undergraduate curriculum. Offer historical examples through which students can better understand and anchor a given theory. Secondly, acknowledge in lectures the fierce debates that are tearing the subject apart. This won’t scare students. Rather, it will entice their interest and make economics sound like the exciting subject it actually is: a battlefield where ideas and policies fight it out.

Thirdly, offer more criticism to the mathematical models studied in class. Students aren’t idiots. By highlighting flaws, you are allowing them to think critically while learning. The fourth point relates to language. Economists need to learn how to communicate their message effectively to a wider audience – for mathematical models can only show so much. Economists must learn to talk in simple, plain English.

All these changes need to happen soon. The dismal scientists like to talk about supply and demand. Well, how does the following sound? Economics departments are supplying us with a poor, naive brand of economics. Let us demand a better one.”

Aqui tem mais. Obviamente há muitos pontos para se pensar e também para se questionar. Não vou escrever ainda a minha opinião sem antes me inteirar mais da campanha. De todo modo, o movimento vem tomando proporções enormes, por isso é importante ler os prós e contras e ir criando uma visão sobre o assunto.

2 Comentários leave one →
  1. Antônio Galdiano permalink
    fevereiro 13, 2013 1:52 pm

    Taí uma oportunidade de negócio, inclusive para EAD universitário. Já pensou como que seria divertido fazer as coisas sabendo a origem e a formulação inicial do conhecimento? Teria muita gente, preguiçosa de ser auto-didata, que se interessaria por um conhecimento mais aprofundado e mais direto, verbal.
    O fato é que muita gente ingressa nos cursos para ser bem sucedido financeiramente (o que eu absolutamente sou a favor), e pode ser que a abordagem desejada seja contraditória a esse objetivo.

    Eu particularmente adoro matemática, não atoa começei 2 engenharias, mas acho que o uso da matemática na economia mais atrapalha que ajuda. Aulas de finanças então não me desce: eu não consigo imaginar que alguém seria *** o suficiente para ensinar uma técnica de ganhar dinheiro em bolsa que realmente funcione. Seria o mesmo que a Coca-Cola ensinar a fórmula de seu refrigerante aos concorrentes. Ainda que isso exista (o que eu sinceramente duvido), isso não cancela a discussão sobre a validade de previsões sobre o comportamento humano de maneira agregada…

    O quarto ponto levantado eu acredito ser melhor atendido por um curso de oratória, e não de economia.

  2. Samir Fernandes Alves permalink
    fevereiro 15, 2013 11:38 am

    O que basicamente eles pedem é ter acesso a um estudo mais amplo e menos focado apenas (ou exclusivamente) na visão ortodoxa e nos instrumentais baseados nela.

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