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Economistas no Poder

fevereiro 21, 2013

Recentemente foram publicados um artigo (pdf) e logo em seguida uma coluna no Vox que tratam da participação de economistas de formação em cargos de política econômica. O objetivo do trabalho foi tentar entender por que às vezes os governos nomeiam policymakers com formação em Economia, mas na maioria das vezes isso não acontece.

Países da Zona do Euro, por exemplo, são menos propensos a ter primeiros-ministros com uma educação em Economia. Embora o estudo tenha verificado que esse quadro tem mudado à medida que novas democracias estão sendo implantadas, em muitos lugares a habilidade política é ainda mais bem vista do que a capacidade técnica.

economistas no poder

Agora, sabe o que é mais curioso? Economistas são mais requisitados quando a situação se complica. Os autores constataram que para o cargo de ministro da Fazenda, por exemplo, quebras da bolsa levam a um aumento da probabilidade de nomeação de um PhD em Economia de cerca de 9 pontos percentuais. Já durante uma crise bancária, a nomeação de um PhD em Economia como presidente de Banco Central é 22 pontos percentuais mais provável.

3 Comentários leave one →
  1. Antônio Galdiano permalink
    fevereiro 22, 2013 9:57 am

    Que isso adriano…
    Quando você diz que “a habilidade política é ainda mais bem vista do que a capacidade técnica” até parece que economistas são todos iguais: aplicam uma técnica de trabalho aceita por toda comunidade científica como se fossem engenheiros do setor automobilístico, aeronáutico, químico, etc.
    Mesmo me graduando em economia, eu me recuso a aceitar o termo “capacidade técnica” para uma área do conhecimento que é pra lá de controversa e sem o mínimo grau de convergência entre correntes de pensamento totalmente opostas. É completamente diverso dos setores que citei, em que a técnica, ainda que sujeita a melhoramentos, é sujeita à repetibilidade e passividade que só objetos inanimados podem fornecer. Especialmente porque o que se entende por capacidade técnica nessas áreas é justamente algum conhecimento estatístico pra lá de questionável quanto aos resultados (não pela técnica em si, mas pelas hipóteses sobre o comportamento humano).

    • fevereiro 22, 2013 11:52 am

      Antônio, o termo também foi usado na pesquisa. Segundo o dicionário Priberam ‘técnico’ significa: “Pessoa que conhece a fundo uma arte, uma ciência, uma profissão. = especialista, perito” ou ainda
      “Profissional especializado”. No caso do texto seriam os economistas de formação que se especializaram na área.

      Entendi o que vc quis dizer… apenas usei a mesma nomenclatura dos autores da pesquisa.

      abraço!

      • Antônio Galdiano permalink
        fevereiro 25, 2013 10:55 am

        Eu gostaria de colocar as coisas em melhores termos: o meu comentário está mais para policiamento ideológico que qualquer outra coisa.
        Apesar de haver divergência conceitual entre o que eu penso e a maioria dos economistas pensam, eu não deveria ter feito um comentário tão ofensivo.
        Só gostaria de colocar a saudável dúvida sobre todos aqueles que defendem que podem entender toda a complexidade da ação humana fazendo meia dúzia de continhas e hipóteses sobre o comportamento humano. Até porque faz parte do método científico o questionamento sobre as hipóteses e sobre a lógica interna da argumentação.
        Desculpe-me pelo excesso, mas espero genuinamente que fique o conselho de manter a dúvida.

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