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ANPEC – Balanço de 2013: Impressões pessoais

dezembro 20, 2013

Antes de começar, reforço que o texto está bem pessoal. Se você não tiver interesse no assunto ou não gostar deste tipo de texto, é melhor não prosseguir.

Das provas:

Macro: semelhante ao ano passado por ter caído muita teoria e poucos itens quantitativos — pareceu até ter sido a mesma banca. Tal estilo divergiu da tendência de provas anteriores a 2012, cada ano que se passava as provas de macro eram mais quantitativas, tendo seu ápice em 2011 (Exame 2012) que foi uma das provas mais difíceis da história. Note que justo nestes dois anos que a prova de Macro mudou de rumo, a secretaria executiva da ANPEC esteve sob direção de professores da Unicamp. Seria só uma coincidência? Provavelmente não.

Estatística: menos complicada do que o comum, ainda assim com muitos problemas. A começar pela questão de Laspeyres que merecia anulação por não definir qual é a pergunta. Em seguida, é usado o símbolo “/” para condicional ao invés de “|”, não se sabia se era pegadinha ou não. Essa dúvida parecia ter sido sanada na Questão 12 quando foi declarado que P[A2/A1] era mesmo a probabilidade condicional. O gabarito final então decidiu que numa questão o símbolo “/” deveria ser entendido como quociente e noutra o mesmo símbolo deveria ser o condicional. Se houve tanta polêmica, talvez o mais sensato seria anular o item.

Economia Brasileira: semelhante aos anos anteriores. Comparado ao ano anterior, cobrou-se menos questões de autores/artigos específicos que exigem a leitura de trabalhos além da bibliografia principal.

Matemática: prova inacabável do ano. Precisaria de mais uma hora para acabar a prova. Apesar disso, estava bem-elaborada, foram apenas dois itens anulados (sobre matemática financeira). Aliás, no ano passado os itens que foram anulados também foram de matemática financeira. O Exame ficou muito tempo (10 anos) sem cobrar esse tópico e, agora, quando cobra, tem problemas na questão.

Inglês: no mesmo estilo dos anos anteriores, com dois textos da The Economist. Curiosamente, em geral, os textos escolhidos não são da seção de economia da revista. Desde o Exame 2010, cada questão tem tido só um item verdadeiro (e, claro, o resto é falso). No ano passado, a banca pegou de surpresa em algumas questões, deixando de seguir este padrão. Neste ano voltou a ter só um item verdadeiro por questão. Quem não leu nada e respondeu tudo F, tirou 9.

Micro: prova problemática com mais questões teóricas do que o costume, algumas meio confusas compensavam deixar em branco. No item do preço de equilíbrio, que exigia o cálculo da raiz-11-ésima de um número elevado a 5, enviei um “recurso indignado” à ANPEC — parece que funcionou, pelo menos anularam o item. Tem ainda uns 2 itens que não concordo com o gabarito por haver contra-exemplos, mas, deixa pra lá.

Da novidade do ano: o Exame tinha a tradição de cadernos de prova minúsculos (metade de uma folha) onde quase não havia espaço para rascunho. Neste ano, a ANPEC surpreendeu com cadernos A4, deu até gosto! Convenhamos que fazer prova em gibi não dá né?

Da alta das médias: o ano foi atípico, as médias subiram mais do que o comum (isso é notável na planilha colaborativa). Em anos anteriores ter média 8 era o suficiente para todos os centros mais concorridos. Esse ano isso não valeu nem para quem teve média 9. As provas estavam mais fáceis? Difícil dizer. Depois de muito estudo até as provas difíceis parecem tranquilas. Outros fatores, como a difusão de livros da ANPEC, aumento do número de candidatos, e até o aumento da folha da prova devem ter algum efeito nas notas.
________________________

O motivo pelo qual escrevi este post é para que outras pessoas também relatem suas impressões e experiências com a prova. Isso de uma forma ou de outra, pode ser muito útil a quem for prestá-la nos próximos anos. Em 2014, se o mestrado me permitir, volto a escrever sobre o assunto.

5 Comentários leave one →
  1. Vinicius permalink
    fevereiro 24, 2014 10:31 am

    Cara, como você estudou pra macro? Digo, que livros(s) usou, qual seu método de estudo, etc…

    Fui relativamente bem em micro, estatística e matemática, mas macro provavelmente foi o que me tirou do páreo nesse exame.

    • março 10, 2014 5:27 pm

      Usei o Simonsen, Manual de Macro e o Mankiw. Pretendo, dentro de uma ou duas semanas, escrever sobre isso (livros de cada disciplina e etc) aqui no Prosa.

      • Victor permalink
        março 31, 2014 2:02 pm

        Fico no aguardo dos comentários dos livros!
        Forte abraço!

  2. wander permalink
    maio 14, 2014 1:03 am

    Você sabe se existe um padrão para a prova (tirando a de ingles) de 50% falsa e 50% verdadeiro?

    • Prosa Econômica permalink*
      maio 14, 2014 1:08 am

      Nunca verifiquei.. mas creio que não tem não..

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